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quinta-feira, 27 de junho de 2013

O pediatra mandou dar ferro para meu filho, será que precisa mesmo?!

Essa é uma pergunta super comum nos grupos de mães e amamentação do facebook! Toda mãe deveria fazer essa pergunta sempre! E vou ressaltar, não é porque a mãe deve sempre duvidar do pediatra, e sim porque ela deve se corresponsabilizar pela sua saúde e a saúde do seu filho, e parte desse processo é ter a informação, entender o que está acontecendo e assim tomar as melhores decisões para a sua família. É o empoderamento colocado em prática!

Então vamos entender melhor essa história do ferro!!

O primeiro ponto é que a amamentação deve ser exclusiva até o seis meses!! Isso significa que bebês a termo e saudáveis não tem motivo nenhum para tomar ferro ou qualquer outra vitamina, complemento ou remédio!

Depois dos seis meses o Ministério da Saúde, observando as principais doenças em crianças até dois anos, criou um programa de suplementação de ferro no país todo, chamado Programa Nacional da Suplementação de Ferro. Esse programa aborda as crianças de 6 a 18 meses, gestantes a partir da 20a semana e mulheres até o 3o mês pós-parto.

Esse programa tem como principal objetivo prevenir as doenças, por isso as crianças devem começar a tomar antes de apresentar algum sinal de anemia ou baixa de ferro no sangue!

Quando devo começar a dar o ferro para meu bebê?
Depois dos seis meses, idealmente junto com o início da transição alimentar!

Até quando a criança deve tomar o ferro?!
Até os 18 meses, lembrando que além da suplementação preventiva, deve-se sempre buscar uma alimentação saudável e a ingesta de alimentos facilitadores da absorção de ferro, como alimentos ricos em Vitamina C, bem como evitar os dificultadores, como refrigerantes e chás.

Fonte de informação:
Manual operacional do Programa Nacional de Suplementação de Ferro / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. - Brasília : Ministério da Saúde, 2005.

Manual de orientação: alimentação do lactente, alimentação do pré-escolar, alimentação do escolar, alimentação do adolescente, alimentação na escola / Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia. - São Paulo: Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia, 2006.


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Infância Livre de Consumismo no dia das Crianças



Quais as suas melhores lembranças de quando era criança??

Se penso na minha casa, as melhores lembranças são as brincadeiras na rua com os amigos. Brincávamos de casinha, escolinha, festival de dança, futebol, esconde esconde.

Se penso no sítio, as melhores lembranças são correr com os cachorros, esconder na plantação de café, pegar frutas no pomar.

Se penso na fazenda lembro logo de andar a cavalo.

Se lembro da casa de praia não consigo escolher entre surfar na chuva, lavar a varanda, catar conchinhas, perseguir vaga-lumes ou cavar um buraco na areia. Lembram do texto “Diversão na Praia” ??

Se penso na casa da minha avó, o que vem a cabeça como o mai divertido é descer a escada de bunda, o que meu avô chamava de ajudar a vovó a encerar a escada. Já contei um pouco das nossas aventuras no texto “Brincadeira de Criança”.

Tive muito brinquedos é verdade. E alguns guardo até hoje um carinho especial. Como os ursinhos de pelúcia e as bonecas, que sempre faziam parte da brincadeira de casinha. Mas os momentos mais felizes e divertidos que ficaram marcados não envolvem brinquedos. Envolvem amigos, família, risos, espaço, espontaneidade.

Claro que adorava ganhar presente, mas aqui em casa tínhamos uma regra que vale até hoje. Presente tem que ser surpresa! Então não adiantava pedir isso ou aquilo. Dizer que queria uma coisa ou outra. Tinha que esperar. Tinha que adivinhar o que viria! Essa sensação da surpresa e do mistério ficou mais forte do que outro presente que ganhei!

Hoje tenho duas priminhas de 2 e 3 anos que alegram os finais de semana. As duas se dão super bem! Não precisam de nenhum brinquedo para se divertirem juntas. Aliás, os brinquedos costumam ser motivo de brigas, então costumamos esconde-los. E ai o que elas fazem?!!


Ah! O sofá vira cama elástica! As fotos na parede um jogo de adivinha! O portão azul um obstáculo na corrida, o degrau a casa da princesa, o pé de chuchu um guarda chuva... e assim as brincadeiras vão se formando.



As duas primas batendo um papo animadíssimo com a a filha de uma amiga!








Quer arrancar uma risada gostosa da mais nova! Jogue ela para cima, o mais alto que puder! Quer agradar a pequena com o maior e melhor presente de todos os tempos?? Ofereça uma sacola bem brilhante para dependurar no ombro como se fosse uma bolsa!




Outra menina que alegra meus dias, se divertindo com uma tarde inesquecível no zoológico! Inesquecível para ela e para mim! Nem o rugido do leão foi tao divertido quanto a risada dessa pequena!

Quer ver os olhinhos da mais velha brilharem! Diga que o vestido é a fantasia de princesa e que agora ela é a princesa! Quer ver ela gargalhar? Gire na cadeira da sala!

Simples né? Será que precisa de presente para as duas nesse dia das crianças?? Acho que não!! Vamos correr muito pela casa e como surpresa vou propor um passeio na pracinha, ou quem sabe na livraria para o momento da contação de histórias! Tenho certeza que será o melhor de todos os presentes.



quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Criança também Tem opinião


Tenho participado ativamente das campanhas eleitorais esse ano, para prefeito e para vereador, e é constante alguns militantes mais velhos dizerem que eu, com a minha idade, tenho um posicionamento e envolvimento diferenciado e cada vez mais raro entre os jovens da minha idade. Que vamos combinar já não são tão jovens assim e, em minha opinião, têm responsabilidade com a nossa sociedade de se posicionarem e envolverem-se com a política.

E ai fiquei pensando o que será que eu tenho de diferente do resto dos jovens da minha idade?! De onde vem esse engajamento?!

Eu acho que tudo isso vem desde criança. Da minha criação.

Já aviso antes que o objetivo desse post não é fazer campanha. Vou declara sim meu voto que é meu direito. Mas o que quero falar aqui é sobre como formar crianças com opinião e consciência política de quem se envolve e se engaja. Independente da opinião que tenham ou em quem votem.

É que quando criança eu aprendi que todos tem direito a uma opinião e expressa-lá é muito importante. Aprendi isso porque os almoços em família eram espaço para conversar de tudo, desde novela, diversão, tempo a religião, futebol e política. E todos podiam, aliás, deviam colocar suas opiniões.

É claro que quando um fala os outros podem concordar ou discordar. Então é importante você saber do que esta falando para poder debater e não só repetir algo que ouviu de alguém. Ah! E aprendi que quando a gente fala não pode considerar só a gente! Tem que pensar no outro. Como cada um vê aquele problema e tentar se colocar no lugar dele. Só com esse exercício que vamos realmente conseguir formar a nossa opinião, porque nada na vida tem um lado só ou importa só pra mim.

Aprendi também que político é gente como a gente! Alguém que tem filhos, almoça e faz promessas. Mas sabe promessa de pai que tem que ser cumprida?! Pois é! Pra mim promessa de político é a mesma coisa! Político não é alguém superior que pode fazer o que quiser e que não precisa escutar as pessoas que estão a sua volta.

Aprendi isso porque sempre participei das festas e eventos políticos. Tirava foto com eles, abraçava, achava chato ou legal, brincava com os filhos. Balançava a bandeira e distribuía estrelinhas que recortava. Não fazia nada disso obrigada. Fazia porque era parte do dia a dia da minha Família. Dia a dia que inclui as crianças e que ensina, na pratica, valores importantes.

As pessoas devem ser honestas, cumprir suas promessas, saber do que estão falando, e para isso precisam ter empatia e estudo.

Olha eu ai do lado do Patrus e meus primos, em 1992. Por isso eu voto nele. Porque ele é gente como a gente. Simples assim!



E é por isso que fico muito feliz quando vejo as crianças participando dessa eleição aqui em BH. Como já deu para perceber sou petista e por isso os espaços que participei foram desse partido.

Vi crianças soltando pipas vermelhas, fazendo musica na e se divertindo entre a pintura a dedo de uma faixa e o lanche coletivo na Praça do Papa.


Vi a alegria no rosto de um menino quando perguntou ao Patrus se ele é atleticano ou cruzeirense. E os olhinhos brilhando da outra quando ganhou um tchau do candidato que estava sentado na mesa da plenária da saúde! Teve outro ainda que explorou a sede do partido e voltou com vários tesouros! Eram adesivos escritos “sou Patrus, sou Atlético”.

Me encantei em explicar quantas vezes fosse preciso o que faz um vereador e me diverti observando os pequenos trocando adesivos de candidatos durante o comício na Praça Sete, como se fossem figurinhas de um álbum.

Tive certeza de que estamos no caminho certo quando uma pequena pediu que a mãe a levasse sábado na Savassi para participar da panfletagem e a outra que contou orgulhosa de como convenceu a colega de oito anos em "votar" no Patrus.

Essas sim são as crianças futuro do país!! Eu quero formar meu filho assim, e você pai, mãe, tio e tia, primo e prima, padrinho e madrinha? Que exemplo vai dar para a formação política desse pequeno que está aí ao seu lado?!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A Barbie já foi sua boneca dos sonhos?


Quando visitei o museu deBrinquedos de Praga tive a chance de ver a exposição comemorativa dos 50 anos da Barbie. Estava com uma amiga, Aline, que sabe tudo sobre esse assunto! Olhem aí do lado quem é a Aline e porque ela sabe tanto sobre essa boneca controversa, desde o seu surgimento, mas que não para de fazer sucesso! Leiam o texto dela que vale a pena!

A boneca Barbie, sinônimo de encanto e glamour, foi e ainda é querida por diversas gerações. Mas antes de se tornar este ícone de sucesso, enfrentou vários problemas e críticas. Encomendada ao designer Jack Ryan, em 1958, Barbie foi apresentada pela primeira vez à sociedade no American Internacional Toy Fair, em Nova York, em 1959. A boneca foi uma criação de Elliot Handler, fundador da Mattel, e sua esposa Ruth, após notarem a predileção e o interesse da filha por bonecas de mulheres adultas. Assim, foi desenvolvida a primeira boneca que foi batizada com o nome de sua filha, Bárbara.

A primeira Barbie

Inicialmente, a boneca com seu rosto pintado, suas sobrancelhas arqueadas, com pernas e braços alongados e fartos seios dividiu opiniões entre mães e profissionais da área de educação. Barbie parecia ser mais uma ferramenta de ensino para a feminilidade, do que apenas uma forma de entretenimento.

Para amenizar a polêmica, em 1961, a Mattel criou Ken, o namorado da Barbie, sua melhor amiga, Midge, em 1963, e sua irmã, Skipper, em 1964. O sucesso foi estrondoso, já que agora a boneca havia sido inserida em um ambiente familiar, o que possibilitou a criação de vários outros itens relacionados com a vida cotidiana, como o carro e a Casa dos Sonhos da Barbie, recriando uma atmosfera real.


Mas inseri-la em um contexto familiar não foi suficiente para que outra polêmica entrasse em cena. Suas medidas de tórax, cintura e quadril incutiam uma imagem irreal de estrutura corporal nas crianças.

Segundo alguns estudiosos, o lado positivo foi que muitas mulheres viram a Barbie como uma alternativa aos tradicionais papéis dos anos 50, pois possui uma série diferenciada de profissões como: professora, astronauta, veterinária, cantora, comissária de bordo, modelo, atleta e até candidata a presidência dos Estados Unidos.


Dessa maneira, a boneca tornou-se um ícone do reflexo da sociedade norte americana, sempre ligada à ideia de bom comportamento, de tecnologia e, associada ao mundo da moda pelo seu do modo de vestir.

Além dos trajes externos, a Barbie também vestia roupas íntimas, que simbolizavam a idade adulta. Ela tinha um espartilho, que servia para ilustrar a postura ideal que deveria ser adotada pelas mulheres. Seu primeiro guarda roupas incluía sutiãs sem alça e meia taça e uma anágua floral. Todos os outros trajes refletiam a tradição americana e as atitudes femininas. O vestido de casamento foi uma das roupas mais populares da primeira Barbie, já que naquela época o casamento era uma instituição sacramentada e vista como necessária na idade adulta. Desde então, todo o seu figurino possuía o papel de atribuir o estigma da perfeição de uma mulher feminina e linda. Porém, esse estereótipo perfeito de mulher, foge da realidade, tornando, assim, necessário agregar elementos que a tornassem ainda mais próxima da realidade.



Para manter sua imagem glamorosa sempre atualizada, os designers da Mattel usaram as últimas inovações em tecidos como o tricô, o tule e a rede de nylon. A empresa fornece à boneca quase uma centena de novas roupas a cada ano. A Barbie já teve seu vestuário criado por designers mundialmente famosos como Yves Saint Laurent, Christian Dior e Christian Lacroix. Desta forma, Barbie nunca deixou de fazer olhos brilharem e pequeninas mãos coçarem, ansiosas para sentir um pouquinho de toda sua magia...









quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Vicent Van Gogh para crianças em Amsterdã


Que eu adoro museus todos já sabem! E viro mais fã ainda de um Museu quando ele consegue prender a atenção das crianças! Fazer com que elas descubram o gosto e prazer pela arte e cultura é um grande desafio que deve ser encarado com seriedade e leveza de brincadeira de criança.

O Museu do Vincent Van Gogh em Amsterdã esta inovando quando se trata de crianças! Olhem só o que descobri!

Já é comum ver nos grandes museus os folders de Caça ao Tesouro. São jogos e perguntas para que as crianças possam ir descobrindo o nome dos quadros e curiosidades sobre eles ao longo da visita ao museu. Livros para colorir figuras imitando os quadros também já são comuns, e muito legais.

Lá tem ainda o guia de áudio para crianças, oficinas de arte e espaço para comemorar o aniversário. Mas ainda não foi nem uma dessas coisas que me impressionou!

O que encontrei de diferente e inovador foi o “Diorama de Camille”!

Calma, eu explico. Camille é um menino, filho do carteiro de Van Gogh quando morava no interior da frança, que teve seu retrato pintado e o quadro se tornou um dos mais famosos do pintor.


O museu usa Camille como um personagem, que guia todas as interações com as crianças. E a principal delas é a construção de um Diorama virtual. Isso é tem estações de computador espalhadas pelo museu, onde as crianças sentam, após terem visto os quadros para descobrir mais sobre as pinturas e montarem um quebra cabeça com as suas preferidas. Podem mexer nos desenhos, colorir, enviar e-mail para amigos. Enfim, mil possibilidades com o computador e a internet.

Não é legal? O museu acompanhando a modernidade para chamar a atenção das crianças!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Colecionando livros – descobrindo as tradições culturais de cada país


Eu sempre adorei livros. Desde pequena tenho sempre um livro comigo. Ler para mim é mergulhar em um mundo paralelo, vivendo cada uma das historias junto com os personagens. Depois de cada livro uma janela de possibilidades é aberta na imaginação, no conhecimento, na cultura e no cotidiano.

E especialmente adoro livros infantis. Encanto-me com a simplicidade e complexidade em cada um deles. Apaixono-me por cada pagina, com gravuras e espaço para criar na imaginação. Divirto-me pensando como cada criança vai receber aquela historia e transportar o que aprende no livro para seus desafios do dia a dia. Quem quiser saber mais sobre esse assunto já fiz aqui no blog uma série de posts sobre esse assunto, clica aqui para ler!

Tenho uma grande coleção de livros infantis de todas as idades, livros preservados da minha infância e do meu irmão, e que vou crescendo aos poucos todas as vezes que me deparo com um livro apaixonante. E recentemente resolvi começar uma coleção de livros infantis dos países que visito.

Em cada país que chego vou procurar uma livraria. Descobrir as livrarias nos diferentes cantos do mundo já é uma aventura. Tem as grandes, as pequenas, as especializadas em livros infantis, aquelas que mais parece um shopping e outras que mais parecem a sala de uma casa! Ai vou perguntando nas livrarias, nos hotéis, nas ruas e para todos que encontro que moram na cidade, a indicação de um livro infantil que seja uma historia tradicional do país, dessas que as mães contam para os filhos antes de dormir. E peço que o livro seja na língua do país.

A surpresa das pessoas me divertiam. Mas você quer um livro para você? Um livro de criança? Mas você fala tcheco? Não prefere conhecer uma loja para turistas do que uma livraria? E depois passada a surpresa as pessoas começam a me contar as historias do seu país, como preencheram a sua infância, a saudade que deixou cada livro e a cultura de cada local permeando as historias.

Na Inglaterra encontrei o “The Tale of Benjamin Bunny” de Beatrix Potter – O conto do coelhinho Benjamin. O livro foi publicado pela primeira vez em 1904 contando a historia de um coelho do interior da Inglaterra em um mundo paralelo e similar ao dos humanos. O livro foi um sucesso imediato e virou um clássico da literatura infantil. Mais tarde o livro teve sequencias infantis e com o Benjamin adulto e depois virou um desenho animado de sucesso.



Na Itália escolhi o clássico Pinóquio – Pinocchio de Carlo Colodi. Todos nós conhecemos bem as desventuras do menino de madeira com o nariz que crescia a cada mentira. Além do obvio dilema da mentira na vida das crianças o livro fala também de dedicação, amor e respeito na relação entre Pinóquio e seu criador/pai Gepeto. A história se passa em uma pequena vila italiana e publicada pela primeira vez em 1883.


Na Irlanda encontrei um delicado livro sobre o Conto dos Duendes – Leprechaun Tales – Os duendes fazem parte da historia da Irlanda a milhares de anos, quer dizer, desde que se pode lembrar, como eles gostam de dizer por lá. Pequenos homenzinhos encantados, vestidos de verde, que produzem sapatos e guardam suas moedas de ouro em potes ao final do arco íris. Duendes e arco Iris são encantadores e fascinantes em toda a parte do mundo. O conto que fala de amizade, responsabilidade no trabalho, sorte e honestidade faz parte da historia dos pequenos irlandeses desde sempre!



Nos Estados Unidos escolhi o Ursinho Puff e o amor – Pooh Lover. A primeira aventura do Ursinho Puff foi publicada em 1926 e os personagens receberam o nome dos brinquedos do filho do autor, A. A. Milne. Seu filho foi também a inspiração para o personagem Christopher Robin que é protagonista junto com Puff nessa historia que fala do amor entre amigos, mostrando a delicadeza e doçura do ursinho que não resiste a um pote de mel. Anos depois as aventuras do Puff foram transformadas em filme pela Disney e os personagens inspirados nos brinquedos preferidos do pequeno Christopher ganharam os corações de todas as crianças pelo mundo.



Na Tchecoslováquia foi o maior desafio de escolher o livro. A dona da pequena livraria não falava inglês! Mas acho que escolhi bem com as suas indicações o livro Viju, viju venecek da autora Jirina Rakosnikova (os nomes tem acentos que o computar não conhece, então não deu para escrever direito! Deem uma espiada ai na foto!). A tradução do nome é algo como “olhem, olhem a grinalda”. Na verdade é uma expressão que usam nas musicas infantis tradicionais. O livro são poemas e pequenas cantigas tradicionais, cantadas por todos no pais, das crianças aos avós.



Na Alemanha não consegui me decidir por um só e acabei escolhendo um que traz uma coletânea dos contos clássicos da Alemanha. Max e Moritz é a historia de dois meninos que aprontam no seu vilarejo, brincadeiras de moleque mesmo, e foi escrito em 1865. O Struwwelpeter – traduzindo ao pé da letra fica Peter o Menino Desgrenhado - foi escrito em 1917 e conta historias do que acontece com as crianças mal criadas. Bom... depois conto mais das outras historias que ainda não li!!!



Na Holanda encontrei o Jij bent de liefste – Você é o mais doce – também é um livro de poesias, que a pequena menina vai recitando no seu sonho. O sonho que se passa na cidade de Amsterdã no mundo que apenas a pequena conhece, junto com seus brinquedos.



Na Bélgica encontrei um livro que também fala sobre o sono, dessa vez de duas criançaas que tem medo do escuro, mas quando tem coragem para ver o que esta a sua volta, descobrem um mundo maravilhoso. Em flamengo, a língua da Bélgica o livro se chama Mats en de Moedmannetjes bang in het donker.



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Praga para Crianças- O Museu de Brinquedos de Praga


Ao final da visita do Castelo de Praga tem um presente para crianças e adultos que não esqueceram a alegria que um brinquedo podia trazer, transportando cada um para seu próprio mundo de fantasia e maravilhas.

Novo ou velho, moderno ou antigo. Não importa, brinquedo representa a alegria e inocência da infância. Não precisa ser elabora, andar, falar, correr ou acender luzes sozinho, pode ser simples e delicado, ou estranho e quebrado. Na verdade só precisa ser especial para aquela criança. Especial por ser o favorito, especial por ter sido presente de alguém importante ou especial porque é natal.

O museu de brinquedos do castelo de praga tem dois andares e fica no alto de uma torre. Passeando por lá por uma amiga não pude me conter em fotografar todos que me encantavam... fosse pelo detalhe ou por lembrar a minha infância... os brinquedos dispostos entre arvores de natal encantavam a todos.

Deem uma espiada nas fotos para ficarem na vontade de visitar o museu depois, quando estiverem em Praga.


















quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Praga para Crianças - O Castelo, a Princesa e o Príncipe


O Castelo de Praga é esse enorme complexo com vários prédios, castelos e igrejas. O passeio por ele leva algumas horas e a medida que caminhávamos no pátio eu observava a quantidade de crianças acompanhando os pais. Será que elas vão dar conta desse passeio?

Eu estava enganada de duvidar que uma criança teria dificuldade de andar por horas dentre os muros de um castelo. Para que serve a imaginação?

Acho que nos adultos nos esquecemos muitas vezes de sonhar acordados. E como esses sonhos podem tornar a vida mais alegre e divertida. E o castelo? O local ideal para a imaginação e os sonhos tomarem conta. Enquanto passeávamos perto de nós tinha uma família com uma menina de uns seis anos, muito curiosa. A cada sala que entrávamos ela perguntava para a mãe, em inglês – “O que era essa sala?”.

E a mãe respondia era o salão de bailes. Os olhinhos da menina brilhavam. Rodava pelo caminho determinado no guia, olhando para o grande espaço vazio. Imaginando princesas e rainhas nos seus luxuosos vestidos, dançando com seus príncipes encantados.


“E aqui o que era?” Perguntava a menina diante do quarto no alto de uma das torres. “Era o quarto da princesa.”, respondeu a mãe. E enquanto todos na sala observavam e fotografavam apenas a vista da torre a menina explorava cada um dos cantos daquele quarto. Imaginando a princesa penteando seus longos cabelos, sentada na sua penteadeira reluzente de dourado. Na saída observou um cômodo esquecido e perguntou novamente – o que era aqui mamãe? – ao que a mãe respondeu com paciência – o quarto do guarda que o dormia aqui para proteger a princesa. Enquanto todos passavam sem observar o cômodo a menina pediu – “Me levanta que eu quero ver!” – com certeza imaginando o guarda em seu uniforme impecável, vigilante pela princesa.

Não sei realmente se a sala vazia era um salão de bailes, provavelmente sim... o quarto no alto da torre não se parecia com o de uma princesa... mas a verdade é que não importava o que eles foram um dia e sim o que a imaginação da pequena de seis anos permitia que eles fossem.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sabedoria de Mãe - AMOR E DOR, UM LIMIAR TÊNUE


Tem coisa que só mãe que sabe né?! Intuição de mãe então? Batata! Sempre vale apena ouvir! Pode ter teoria, estudo, artigo e profissionais da área ajudando, mas têm algumas coisas que só quem é mãe sabe. Sabe porque já viveu na pele, no dia a dia, com amor e dedicação. E é com essas mulheres que nos identificamos e com quem mais aprendemos. E é por isso que estamos inaugurando essa seção aqui no blog.

Sabedoria de Mãe

E nossa primeira convidada para contar sua história é a Morena Antunes. Olhem só ela aqui do lado, na  barra lateral com o lindo Raoni, curtindo o Carnaval de Olinda!

AMOR E DOR, UM LIMIAR TÊNUE

Recebi a notícia de minha gravidez em um momento bastante singular de minha vida, momento de grandes perdas, perda de alguns projetos de vida, perda de perspectiva, perda de chão, mas ao mesmo tempo de redescoberta de minha família, meu pequeno núcleo familiar, em especial a força de minha mãe, meu esteio!

 Morena, grávida de 8 meses
Foto de Tuca Siqueira

Recém separada do pai de meu filho, de volta à casa de meus pais, alojada no quarto de estudos, pois a casa já havia sido toda adaptada a realidade de que eu e meu irmão estávamos morando cada um em sua casa. Era um sábado, com o corpo em franca e estranha mudança decidi sozinha e em silêncio sair para fazer um teste de gravidez, antes passei para fazer as unhas e fui de lá, andando, até o laboratório, pensando em minha vida.

Em silencio, abri o resultado, na realidade nem lembro direito o que li, lembro apenas quando chamei minha mãe, minha irmã veio junto, logo perguntei, “mãe, é isso mesmo que estou vendo?” e ela demorou a responder (parecia uma eternidade) “é sim, minha filha”, disse ela, “eu estou aqui para apoiar você em qualquer decisão que você venha a tomar!” pus-me a chorar...chorei...chorei...e falei, “vou sim ter meu filho! Não era exatamente nesta situação que eu gostaria de ser mãe, mas com certeza serei mãe desta criança que já faz parte de mim!”. Pois é, apesar de vivermos em uma sociedade moderna temos em mente uma família tradicional, pai, mãe e filho juntos.

Bom, nem sei se era realmente necessário escrever esta introdução, mas achei importante falar sobre o meio em que nós vivíamos até chegar o mágico dia de ter Raoni em meus braços e assim poder amamentá-lo.

Daí para frente enfrentamos dias difíceis, sangramento, risco de perder meu bebe, dias de repouso forçado, trabalho, conflitos, muitos conflitos, mas também tive muitos momentos lindos e mágicos sentindo ele crescer dentro de mim, conversando muito com ele, o apoio incondicional de minha micro e macro família, dos amigos, e a satisfação de ver que ele já era uma criança muito amada.

Veio a primeira consulta com a obstetra, entrei na sala com duas certezas, quero parto natural e quero amamentar meu filho. Quanto a primeira certeza, eu estava muito tranqüila, pois esta médica já me foi indicada, não apenas por sua competência, mas também por aceitar fazer sim parto natural; e a segunda certeza, pensei, isso é uma condição natural e óbvia de toda mulher, como pode ser diferente? Achei (tinha mesmo certeza) que amamentar seria muito tranqüilo, uma questão mesmo de nossa natureza.

A médica me indicou uma pessoa que trabalha com amamentação, chegando lá fui orientada através da cartilha do Ministério da Saúde com todos os seus critérios, em acréscimo, ela me falou que eu expusesse as mamas ao sol e que não hidratasse nem os mamilos, nem a aréola, assim foi feito, é certo que quanto ao sol, falhei um pouco.

Enfim, eu já era a mãe mais sabida de todas em relação a amamentação, acreditava mesmo que já possuía todas as informações necessárias para alimentar meu filho da forma mais nobre do mundo, com meu próprio leite.

Mas não sabia eu que um outro indicador de sucesso na amamentação não me havia sido exposto, a questão da aprendizagem do bebe a mamar, a desenvoltura dele na hora da pega, e então, caso desse tudo errado a este respeito qual seria a orientação a ser seguida.

Enfim, esperamos, eu e Raoni, até umas 42 semanas para nos olharmos nos olhos.

Completadas 42 semanas de gestação, foi solicitado que fizéssemos uma ultrassonografia e uma escuta dos batimentos cardíacos de Raoni, veio a noticia, os batimentos diminuíram, e logo a médica falou, vamos ter que fazer uma cesárea. A médica explicou que não poderíamos correr o risco de entrar em trabalho de parto, pois pelo tamanho e peso previstos ele poderia sofrer no canal de parto. Tive a notícia da cesárea por volta das 11:00h da manhã, demos entrada na maternidade umas 14:00h e agora era só esperar até umas 19:00h, hora marcada para o parto.

Ok, vamos à cirurgia, ele estava super alto, flutuando como disse a médica, fizeram bastante força para tirá-lo, empurraram bastante minhas costelas, mas aí... ouvi um choro, então só o que queria era pegá-lo nos braços. Fizeram os procedimentos e o colocaram de uma forma muito atrapalhada em meu peito, resultado ele não pegou o peito, levaram ele de mim para o berçário e fiquei meio sem saber o que pensar. Sei que no berçário ele foi chamado de “o menino de dois meses” era enorme pesava 4,440 Kg e 51 cm de altura.

Depois de alguns momentos entre a sala de parto, assepsia pós-cirúrgica (já no quarto), não sei ao certo quanto tempo depois, mas chegou ele, meu Raoni, nem podia acreditar que aquele bebe enorme, saudável e lindo, claro (risos) havia sido gerado dentro de mim, nossa... sem palavras!

Agora sim, vou colocar em prática todos os meus “dotes” de grande amamentadora, mas de repente caiu a ficha, nada do planejado deu certo, não consegui amamentar! e agora, qual o problema e, principalmente, qual a solução?

A história de Morena e Raoni continua na semana que vem, na sexta! E continua mais emocionante ainda! Não percam!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Diversão na Praia!


Esse feriado fui para Ubatuba, litoral de São Paulo, aproveitar um pouquinho da praia e, observando a alegria das crianças na simplicidade das brincadeiras na areia, tive muita saudade da minha infância passada ali mesmo, nessas areias.

Minha família tem casa em Ubatuba há muitos anos. com um mês de vida eu já passeava por lá. Minha mãe também aproveitou a sua infância e adolescência lá.

Muita coisa ainda é do mesmo jeitinho. Ubatuba ainda mantém o carinhoso apelido de UbaCHUVA! Fazer castelos de areia com gotinhas na pontinha para fazer a torre e cavar um buraco tão grande na areia que dá para enterrar um dos primos ali, ainda são diversões de todas as crianças na Praia Grande. O mar continua com seu ar de mistério e encantamento, representando ao mesmo tempo diversão e perigo. Molhar os pés, catar conchinhas, descobrir peixinhos, mergulhar, pegar onda, pular onda, uma infinidade de possibilidades.

Outras coisas mudaram bastante... a cidade cresceu e os prédios pipocam para todos os lados... antigamente tínhamos uma casinha de madeira a poucos quarteirões da praia. A casa era grande e possibilitava que toda a família e amigos fossem juntos para Ubatuba. Fazíamos grupos de 15 a 20 pessoas entre familiares e amigos para passar as férias ali. E ainda juntávamos com os primos de segundo grau, já que o um tio avó também tinha uma grande casa ali. As costas das duas casas se encontravam e depois de brincarmos o dia inteiro na praia a primeira coisa que fazíamos era colocar um banquinho na ducha, cercada por bananeiras, para conversar com quem estava do outro lado do muro, enquanto tomávamos banho. Agora, estamos todos em pequenos apartamentos, os grupos de férias tem que ser menores, e às vezes coincide de nos encontrarmos na piscina ou na praia.

Na casinha de madeira uma das maiores diversões da criançada era lavar a varanda. Com bastante água e sabão passávamos a tarde escorregando de um lado para o outro no dia da faxina. E se chovia muito a casa alagava. Mas não tinha problema. Os adultos pareciam preocupados, mas as crianças tinham certeza que estava por vim mais um dia de diversão, já que poderíamos surfar na chuva (nas ruas alagadas, não no mar!) e teríamos que dormir todos amontoados na garagem da casa do tio avô.

Se a noite estivesse quente o suficiente o melhor programa era pegar vagalumes. Colocávamos em potes para que pudessem iluminar o caminho de volta e servissem de abajur nos quartos depois. Era um encanto que as crianças de hoje não podem mais conhecer, já que os grandes postes iluminando as ruas calçadas espantam os delicados vaga lumes.

Com sol ou chuva, inventando brincadeiras com o que tinha a nossa volta, ou emburrados quando adolescentes em crise, o bom mesmo era estarmos todos juntos. Tudo misturado, crescendo, aprendendo e descobrindo o mundo ao lado da família e amigos que são como família. Acho que isso ainda da pra fazer né, mesmo nos pequenos apartamentos, manter a família junto deve ser prioridade!