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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Ministério da Saúde inclui duas novas vacinas no Calendário Básico de Vacinação da Criança


A partir do segundo semestre de 2012, o Calendário Básico de Vacinação da Criança ganhará mais duas novas vacinas. Com o intuito de manter a poliomielite erradicada no Brasil, o Ministério da Saúde incluiu uma vacina injetável contra a doença no calendário de rotina.
A Vacina Inativada de Poliomielite (VIP) irá complementar a campanha nacional de imunização contra a doença, que é feita por via oral. A VIP será aplicada aos dois e aos quatro meses de idade e a oral será utilizada nos reforços, que serão feitos aos seis e aos 15 meses.
ATENÇÃO: apenas as crianças que estão iniciando o Calendário terão direito a esta nova imunização.
Além dessa novidade, a vacina pentavalente, que protege contra cinco doenças (difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza tipo b e hepatite B), passa a fazer parte do Calendário. Essa nova imunização combina a atual vacina tetravalente com a da Hepatite B.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acredita que a inclusão dessa nova vacina ajudará a diminuir as idas aos postos de saúde e, claro, as picadas nas crianças.

sábado, 29 de outubro de 2011

Como falar sobre vacinas com as crianças?


Fazendo um acompanhamento dos acessos ao Blog percebi que uma expressão chave frequente de buscas que chegam até aqui é “como falar sobre vacinas com as crianças”. As pessoas acabam caindo em outros posts que falamos sobre vacinação.

Fiquei pensando então sobre esse tema... como fazer para falar das vacinas com as crianças? E qual o problema? Quais as dificuldades? 

Essas perguntas me lembraram algumas cenas que observei na ultima campanha de vacinação infantil da Prefeitura de Belo Horizonte. Observava as crianças chegando, acompanhadas pelos pais ou babás. Pareciam tranquilas e na maioria das vezes se distraiam com seus irmãos ou brinquedos. Assim que os pais se sentavam na cadeira preparada para a vacinação e colocavam os filhos no colo o problema começava. Era choro, grito, esperneio, até desespero. O adultos responsáveis pelas crianças não sabiam o que fazer, os profissionais de saúde ficavam sem ação diante da cena que parecia de desenho animado (apesar de se repetir a cada duas ou três crianças que chegavam). E as crianças pareciam sinceramente desesperadas em sair dali.

Na minha percepção a origem desse problema esta na conversa!

Podemos e devemos conversar com as crianças. Explicar o que esta acontecendo e o que vai acontecer. Isso passa segurança para ela e a ajuda a enfrentar situações novas, inesperadas ou desagradáveis. Dizer a criança o que esperamos dela, como deve se comportar e qual o nosso objetivo ali é a melhor estratégia.

A ideia é usar palavras simples, frases curtas e diretas. Falar na língua das crianças, variando com sua idade, e usando exemplos que sejam próximos do seu dia a dia (uma boa dica é usar comparações com situações de personagens de livros, desenhos e filmes que ela goste). Vale explicar antes de sair de casa, conversar sobre o assunto no carro e, ao chegar no local, como o posto de vacina, relembrar a conversa e apresentar o local a criança!

Observar a idade da criança é muito importante. Para os bebês até um ano a conversa é muito boa, mas o mais importante é o tom de voz e a calma que transmitimos com o nosso comportamento. Estar presente faz toda a diferença. De um ano e meio até os três anos as crianças ainda são imediatistas. Entendem o que acontece no presente. Então se fez algo errado precisa ser disciplinada no mesmo momento, para poder relacionar a disciplina ao seu ato. E precisa que lhe apresentem a situação e o que vai acontecer logo antes de acontecer, para que realmente estejam tranquilas. Já as crianças mais velhas conseguem relacionar o que contamos em casa ou no dia anterior com o que vai acontecer no futuro, basta recuperar com elas o que foi conversado. Depois dos sete anos, a compreensão de distancia e percepção do tempo aumenta, e as explicações ficam mais fáceis na perspectiva dos adultos.

Em qualquer idade e para falar de qualquer assunto, não podemos nos esquecer de conversarmos olhando no olho da criança, abaixar para falar com elas e também de escutar atentamente suas respostas! E vale reforçar que as falas dos adultos devem ser coerentes com as ações. As crianças aprendem pelo exemplo, com a imitação!

Outro ponto importante é nos policiarmos no que falamos!

Sabe quando falamos sobre a vacina “Olha não vai doer nada!” e ai dói! A criança perde a confiança no que o adulto fala, porque o que afirmou não era verdade! O melhor é dizer “dói mas só um pouco, uma picadinha e logo passa”. “É amargo, mas faz bem, depois a gente bebe água”, ao invés de dizer que a vacina de gotinha é gostosa!

Existem outras frases comuns que devemos também evitar para não confundir as crianças e buscar sempre passar segurança nas falas. Quando cai e rala o joelho dizemos: “deixa eu dar um beijinho que a dor passa” Não passa nada! Está doendo mesmo! O melhor é dizer “deixa eu dar um beijinho e te abraçar, vamos ficar calmo, passar o remédio e a dor vai diminuir aos poucos”.

Outra situação comum é a da troca de fraldas. Dizemos: “eca! O bebê fez cocô!” “Que nojo!” “Que cheiro ruim”... e ainda juntamos as expressões com uma careta! Depois muitas crianças tem dificuldade de aprender a ir ao banheiro ou tem problema de prisão de ventre porque tem nojo do próprio cocô! Que tal dizer só “vamos trocar a fralda” ou “hora de limpar o bumbum para ficar cheiroso!” e outras mais positivas?


Bom, poderia continuar aqui com diversas situações análogas a essa da vacina! Elas são muitas porque as crianças são imprevisíveis e o dia a dia é cheio de desafios! Mas se os pais conseguirem criar o hábito de conversar e passar segurança para os filhos sobre o que vai acontecer, desde bebês, com certeza muitas das situações serão enfrentadas com mais tranquilidade e menos sofrimento, tanto por parte das crianças quanto dos pais.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Os direitos dos bebês ao nascer


- ser registrado gratuitamente;
- receber a Caderneta de Saúde da Criança;
- realizar gratuitamente o teste do pezinho (o ideal é que seja feito entre o terceiro e o sétimo dia de vida);
- realizar gratuitamente o teste da orelhinha;
- ter acesso a serviços de saúde de qualidade;
- receber gratuitamente as vacinas indicadas no calendário básico de vacinação;
- mamar exclusivamente no peito durante os primeiros 6 meses de vida;
- ser acompanhado pela família e pelos profissionais de saúde em seu crescimento e desenvolvimento;
- ser acompanhado pelos pais durante a internação em hospitais;
- ter uma família e convivência com a comunidade;
- viver num lugar limpo, ensolarado e arejado;
- viver em ambiente afetuoso e sem violência.

Esse texto foi retirado do Guia de Direitos da Gestante e do Bebê, do Ministério da Saúde. Para saber mais sobre o guia Clique Aqui.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Vacinar as crianças é muito importante!

Quando vejo mães e pais recusando-se a vacinar seus filhos ou o fazendo apenas porque a escola exige o cartão de vacina completo, fico muito preocupada! Vou explicar porquê.

Antigamente muitas crianças morriam no primeiro ano de vida, muitas mesmo, e outras ainda morriam até os cinco anos de vida. Essa alta taxa de mortalidade ocorria, entre outros motivos, por doenças comuns que tinham pouco efeito em adultos. Outras tantas crianças, se não morriam, ficavam com seqüelas graves dessas doenças.

Esse antigamente não é tão antigamente assim. A situação descrita pode aplicar-se a idade média, mas também é a descrição exata de uma realidade brasileira a menos de 40 anos atrás. Uma realidade mais aguda nas regiões mais pobres, com certeza, mas não exclusiva dela. E como o mundo e o Brasil conseguiram dar a volta por cima e reverter esse quadro? Com campanhas universais e consistentes de vacinação.

As vacinas são desenvolvidas para que o corpo crie resistência, ou seja, anticorpos, para combater as doenças que tem seus agentes presentes no meio ambiente. O objetivo aqui não é discutir as diferentes formas de fabricar uma vacina ou os diferentes agentes causadores de uma doença, mas sim reforçar a importância das vacinas.

No Brasil, um dos países com a melhor cobertura vacinal do mundo, o calendário básico de imunização para crianças de 0 a 10 anos é bem preciso e direcionado. As vacinas são incluídas no calendário por razões epidemiológicas, ou seja, levando em consideração o que é melhor para o conjunto da população brasileira, e isso só acontece depois de muitos testes e muito conhecimento sobre a eficácia da vacina e seus possíveis efeitos colaterais. Bom, na realidade essa regra vale para todas as idades e todas as vacinas orientadas pelo Ministério da Saúde. Vale ressaltar ainda que nós brasileiros temos nosso direito a saúde garantido na constituição desde 1988, então as vacinas do calendário oficial são oferecidas no SUS gratuitamente.

É claro que existem outras vacinas que não são oferecidas gratuitamente pelo SUS e isso pode ocorrer por diversos motivos, como falta de comprovação da eficácia da vacina, falta de justificativa epidemiológica, ou seja, a vacina pode beneficiar uma ou outra pessoa em uma situação especifica, mas não beneficia o conjunto da população brasileira ou mundial, e até mesmo motivos financeiros. O que não existe é vacinas não serem oferecidas, ou serem oferecidas, com o intuito de prejudicar alguém, esterilizar a população ou com o risco de causar outras doenças graves! Como afirmam muitos e-mail sensacionalistas e em sua maioria totalmente falsos que circulam nas épocas de campanhas vacinais.

As vacinas apresentam sim efeitos colaterais como febre, dores no corpo e até sintomas leves da doença que previne. Isso já é esperado e pode ser resolvido com medicamentos orientados pelo médico, além de muito colo, carinho e peito, especialmente no caso das crianças. É diferente das pessoas que são alérgicas a determinados componentes das vacinas, ai elas não devem tomar, ou seja, existe uma justificativa médica para não tomarem a vacina.

Não vacinar seu filho o coloca ele em risco de adquirir uma doença que pode prejudicá-lo muito.

Além disso, é desconsiderar que vivemos em sociedade. Já que as vacinas são também uma estratégia de erradicação daquela doença. Uma doença é considerada erradicada após passado 20 anos sem nenhum caso dela naquela determinada região ou país. Ou seja, o argumento de que não conhece ninguém que pegou aquela doença não é valido para não vacinar seu filho, já que se a vacina ainda é ofertada pelo SUS é porque a doença ainda não foi considerada erradicada. E basta uma pessoa pegar, para rapidamente ocorrer uma epidemia, caso essa pessoa entre em contato com outras que não tomaram a vacina e por isso não sai imunes!

Com certeza esse é um assunto polêmico, e todos tem direito a sua opinião! E por isso mesmo, senti que era minha responsabilidade, enquanto profissional de saúde e mestranda em saúde pública em colocar essa argumentação aqui no blog.

Para saber mais sobre o calendário de imunização do Ministério da Saúde acesse AQUI!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

VACINAÇÃO CONTRA INFLUENZA: PREVENIR É A BOLA DA VEZ

Começa nesse sábado dia 30/04/11 a campanha nacional do governo federal contra a influenza. São um conjugado de três tipos de vírus, e dentre eles o da gripe A (H1N1). Tais viroses, são altamente virulentas, ou seja, causam um mal estar muito grande aos acometidos.

Nesse ano o governo federal, além dos idosos com mais de 60 anos, amplia o raio de abrangência da vacinação, colocando as gestantes e as crianças de 06 meses à 02 anos no escopo da campanha, isso pois as crianças e as gestantes também são mais vulneráveis à gripes tanto quanto os idosos.


Mas porque as crianças menores de 06 meses não podem receber as vacinas?

- Essas crianças recém nascidas ainda não podem ser vacinadas contra as gripes, pelo fato de elas serem cultivadas em proteína de ovos. Como os recém nascidos são lactentes estritos, elas ainda não tiveram contato com a proteína presente nos ovos e por isso não tomam a vacina. Com a introdução da alimentação mista e do ovo cozido, as crianças de seis meses aos dois anos, podem então saber se possuem ou não tolerância à tal proteína. Caso possua, ela não poderá tomar dessa vacina.

- Mas não precisamos ficar preocupados, pais e mães, pois no calendário básico de vacinação consta que a criança toma uma dose aos 02, 04 e 06 meses da vacina contra Influenza do tipo B e por isso ela também já está protegida, e como após os seis meses ela pode tomar a da campanha, não tem problema algum não tomar a vacina da campanha antes dos seis meses.

- E tem mais, as crianças, devem tomar duas doses, ou seja, após a primeira dose, espera-se 30 dias para retornar a um centro de vacinação qualquer e tomar a segunda dose da mesma vacina. Isso, pois, as crianças possuem respostas imunológicas diferenciadas dos adultos, devendo então para completarem a imunidade, duas doses da mesma vacina.

- Mas, mães não se assustem!!! É só lembrar que o cartão de vacinação de seu filho ou filha, tem várias vacinas com mais de uma dose para a criança, então isso trata-se de uma normalidade e não de um problema.

A vacina contra a influenza não oferece risco algum à população, e por isso todos na idade e condição estipulada pelo governo federal devem ser vacinados para assim prevenirem contra a gripe e como esse ano, teremos abrangência de três tipos de vírus, ficaremos mais ainda protegidos.

Então, não esqueçamos, a partir do dia 30/04/11 até o dia 13/05/11 vamos TODOS, GESTANTES, IDOSOS ACIMA DE 60 ANOS E CRIANÇAS ENTRE 06 MESES E 02 ANOS DE IDADE aos postos de vacinação para podermos nos proteger.

JARBAS VIEIRA, ENFERMEIRO DO GRUPO ACALANTO