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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Menino ou Menina?



Menino ou Menina? Qual você prefere?

Antigamente era surpresa! Não tão antigamente assim, todos tinham que esperar para saber quem ia chegar! Hoje todos já chegam com nome! Se fosse menina, a minha chamaria... Ana ou Nina? Ou Carolina? Não sei, porque sempre me imaginei mãe de menino! Se fosse menino seria Pedro, o nome do primeiro menino do Brasil, que significa pedra, força, determinação. Como diz a música dos novos baianos.

Antigamente, não tão antigamente, a barriga redonda indicava menina e pontuda era menino. Se o cabelo enrolasse ou a moda no barbante girasse era menina! E a expectativa? E a surpresa? Gostinho de criança que abe que vai ter presente no natal, mas não sabe o que vai encontrar embaixo da árvore.

Hoje para pode-se descobrir o sexo lá pela 16ª semana, com o ultra som. Ou pode fazer o mais moderno dos exames, o novo “sexagem fetal” que pelo sangue da mãe diz se é menino. Mas se for menina não é tão certo assim. Pode ser 80% de chance, ou talvez 90%, mas certeza, certeza mesmo, só no dia que o pequeno ou pequena chegar!

E ai? Como fazer o enxoval? E o quartinho?

Se fosse surpresa, eu faria algo assim em tons de verde, como foi o meu quarto. Eu podia ser Felipe, Luísa, André ou Renata. Acabou sendo Luísa. Feminino de Ludovicus, guerreiro. Com ‘S’ e acento no ‘i’ como determinou um tio letrado. Como bem diz uma querida amiga, carregamos os significados dos nossos nomes e sobrenomes.




Se fosse menina, cismei com marrom e rosa. Poderia ser assim...



ou assim...


ou assim, mais iluminado



Ah! Mas se fosse menino! Eu já sei! Seria assim, marrom e laranja. Sabe a cor da girafa? Essa cor que eu queria. Laranja com manchas de marrom. Não bolas, manchas. Os móveis brancos, mas a cadeira mais marrom que laranja. Caixas brancas na parede com pequenos enfeites e a coleção de livros que já comecei a fazer (só essa coleção que não resisti! Podem me chamar de doida, mas coleciono para mim e para meu filho ou filha livros infantis, brasileiros e dos cantos do mundo que já visitei. Vai ficar lindo no quarto, um dia. No mais quando tenho um ímpeto de comprar algo para um filho que ainda não esta chegando, compro presente para as meninas que alegram os finais de semana, para não me acharem muito doida!). Acho que o tema do quarto ia ser próximos dos personagens do filme Madagascar, conhecem?


Podia ser assim, esse de cima, só que com mais laranja e o marrom mais forte! Ou podia ser como o de baixo, so que trocando o verde pelo marrom e com menos animais nos moveis. Podia misturar os dois... quer dizer ja pensei tanto nesse quarto, que não achei uma foto que chegasse perto.


Bom, e se não desse? Se não soubesse o sexo? Se não pudesse decorar tudo nos mil detalhes pelos mil motivos da vida? Ah! Ia ser do jeito que desse! Com o berço que minha avó comprou no antiquário, onde dormiram seus 7 filhos e 12 netos. Ia ser do jeito que desse porque o importante era o meu bebê chegando.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

E se...


Tenho o prazer e privilégio de acompanhar a gravidez de uma prima muito querida desde o comecinho! E descobri nessas ultimas semanas que ela é um poço de ansiedade!

Bom, na verdade eu falar isso é a mesma coisa do porco falando do toucinho! Também sou muito ansiosa e pensando nela esses dias me lembrei de uma brincadeira que fazia com uma amiga quando adolescente!! Funcionava assim... No auge da nossa ansiedade adolescente, quando nos víamos diante de situações que pareciam impossíveis, de tão ruim ou tão boas, nos entreolhávamos e dizíamos: e se...


E começávamos a criar situações hipotéticas em cima daquelas a depender da decisão que tomássemos ou da reação de um terceiro na história. Era bem divertido! Com o tempo a amizade ficou e a brincadeira se perdeu a medida que ganhamos segurança nas nossas decisões.

E vendo essa prima nessa gravidez comecei a pensar em quantos “e se...” Passavam na cabeça dela ou de muitas grávidas.

E se... Eu estiver grávida?
E se... Eu não estiver grávida?

E se... O pai não gostar da novidade?
E se ... A família quiser opinar?
E se... Os amigos fofocarem?

E se... for menina??
E se... For menino??

E se... Eu não ouvir o coração?
E se... Crescer pouco?
E se... Esse exame disser algo diferente?

E se... Eu engordar?
E se... Eu não engordar?

E se... Ele não virar?
E se... Encaixar antes?

E se... O parto vier antes??
E se... Vier depois?
E se... Doer??
E se... Eu não conseguir??

E se... Ele nascer com cara de bolo porque não comi no dia do desejo??

E se...
Ufa!!!!

E olha que esses foram só os que eu consegui pensar!! Tenho certeza que as gravidinhas já pensaram em muitos mais enquanto liam o texto.

Acho que as 40 ou 42 semanas de gestação são um treino para as mulheres... Como controlar a ansiedade... Sabe algo como passar da adolescência para a fase adulta... Porque uma mulher tem que ganhar confiança nas suas decisões mesmo que ela não tenha toda essa certeza de que é a resposta certa... Mas a verdade é que depois do parto vai ter um pequeno bebezinho ali que precisa da segurança da mãe. Aliás, que acredita que a mãe é a mais sabia de todas e sempre vai tomar as melhores decisões!

Eu sei que ninguém é perfeita! Que uma mulher não pode sempre ter certeza das suas decisões. Mas mesmo assim elas têm que ser tomadas! Sabe, confesso que até hoje jogo o jogo do “E se...” na minha cabeça. Fico insegura mas só eu posso tomar as decisões para seguir com meus planos... E no caso de uma mãe, só ela vai poder decidir sempre colocando o interesse de seu bebê como prioridade.

E se... como doula fono eu pudesse dar uma dica para as futuras mães seria PACIÊNCIA  Paciência como oposto da ansiedade, para o sucesso do parto, na hora em que o bebe estiver pronto. Paciência para o sucesso da amamentação e assim por diante!

E como lidar com toda essa ansiedade e ganhar a paciência para esperar o que tem que ser esperado e a serenidade para decidir o que tem que ser decidido?



A receita não existe, mas coisinhas como relaxar, rir com as amigas, colo do marido, banho demorado, massagem, ioga, respiração, dança, atividade física, enfim... cuidar de si... pode ajudar muito!

Concordam??

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O inicio do trabalho de parto


Agora vamos pensar no Plano de Parto passando fase por fase do trabalho de parto e a primeira delas é a fase latente.

Essa é a fase em que seu corpo começa a se preparar para parir o bebê. Ela pode inclusive começar bem antes da mulher se dar conta de que esta em trabalho de parto. É o colo do útero ficando mais fino e começando a dilatar, as contrações chamada pódromos que vem e vão sem estabelecer um ritmo, o bebê que vai ficando mais quietinho, reservando suas energias para o que vem pela frente... mas enquanto algumas mulheres passam por essa fase sem perceber, outras acabam ficando muito ansiosas.

Para essa fase é importante colocar no plano de parto algumas questões para que a gestante e aqueles que a acompanham de perto ficarem mais calmos e passarem por ela com a leveza que o momento pede.

Dois pontos são bem importantes aqui. O primeiro é com quem entrar em contato no caso de dúvida. Se liga para a doula ou para o obstetra por exemplo. Se conta para a família e amigos o que esta sentindo ou se deixa o momento mais reservado. Isso pode evitar muitas pessoas fazendo sugestões que nem sempre são o melhor para você e seu bebê. E pode evitar também idas afobadas e desnecessárias ao hospital, que acabam por gerar mais ansiedade.

O outro ponto é diretamente relacionado a atenção dos obstetras ou enfermeiras obstetras. É a discussão da necessidade do toque. Muitas vezes os profissionais de saúde querem acompanhar o desenvolvimento do trabalho de parto com os toques vaginais. Mas esse procedimento, apesar de simples pode ser constrangedor e desconfortável, principalmente para as mulheres em trabalho de parto, que estão com essa região mais sensível. Então o importante aqui é discutir a necessidade desse exame com o profissional, se ele deseja fazê-lo que explique a sua necessidade. Afinal apenas verificar se a mulher esta com dois ou três centímetros de dilatação na tem muita utilidade, já que quando a fase ativa e a expulsiva do trabalho de parto começarem o corpo dará outros sinais e esses exame não tem nenhuma relação com o acompanhamento da saúde do bebê que é o principal nesse momento e feito principalmente pela ausculta dos batimentos cardíacos do pequeno.

Na fase latente do trabalho de parto, ou mesmo antes dessa, o que acontece muitas vezes é que obstetras aproveitam o exame de toque para descolar a placenta da mulher e assim acelerar a evolução do trabalho de parto. Fazem isso muitas vezes inclusive sem o consentimento da mulher. É um procedimento indolor, apenas um pouco incomodo, que pode gerar um pequeno sangramento depois, e acelera o trabalho de parto. Mas o trabalho de parto só deve ser acelerado se houver algum motivo. Caso esteja tudo caminhando dentro do esperado, não faz muito sentido esse procedimento. E se ele for necessário é importante que a gestante exija que seu médico o explique antes de realizá-lo.

Essa questão do exame de toque vale também para as outras fases do trabalho de parto, ativa e expulsiva. Ele só tem utilidade pratica caso a evolução do trabalho de parto esteja muito lenta ou tenha sido interrompida. Ou também se a mulher deseja tomar anestesia. E mesmo assim, deve ser realizado em momentos que a mulher esteja de acordo, respeitando os intervalos entre as contrações.

Essa história dos profissionais de saúde explicarem o porque e como é cada procedimento antes de realizá-lo é uma forma de respeito a mulher e de garantir a tranqüilidade durante o trabalho de parto. Se sabemos o que vai acontecer e porque esta acontecendo em qualquer situação da nossa vida ela se torna bem mais tranqüila e agradável. A doula tem também esse papel de ajudar a explicar a gestante e a família durante todo o trabalho de parto a linguagem do mediques e demais profissionais. Isso não significa que a doula vai interferir nas decisões da equipe ou que os profissionais de saúde não vão ter a sua autonomia de decisão respeitada e nem que não vão agir com a rapidez necessária em cada caso. Significa que todos vão trabalhar em equipe, compartilhando seu conhecimento e construindo um momento saudável para o nascimento do bebê.

Importante lembrar que essa fase latente pode levar até semanas! Então é hora da contagem regressiva para a chegada do bebê, mas com muita calma! É hora de usar todos os exercícios de respiração e visualização que a doula ensinou. Vale tomar chás picantes, fazer escalda pé, rir bastante cercada de mulheres, caminhar e dançar e namorar com o companheiro. E também de verificar se os últimos preparativos para a chegada estão prontos, como o quarto e a mala para a maternidade estão prontos.