segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Procedimentos incorretos durante o trabalho de Parto


Procedimentos que os profissionais de saúde não devem realizar:

Provocar ou acelerar o parto sem necessidade

A utilização do soro com hormônio (ocitocina) para acelerar o parto raramente é necessária. Se esse for o caso, a gestante ou o acompanhante deve solicitar à equipe de saúde que explique as razões do seu uso. A utilização incorreta desse medicamento pode causar sofrimento do bebê e risco para a parturiente.

Romper a bolsa de água

Em geral, os partos transcorrem bem e a ruptura da bolsa acontece no fim do período de dilatação. Não é preciso rompê-la artificialmente. Após a ruptura, aumenta o risco de infecção. Não se deve romper a bolsa para acelerar o parto.

Forçar desnecessariamente a saída do bebê

No fim do parto há contrações fortes e a mulher tem, naturalmente, vontade de fazer muita força. Nesse momento é preciso ter paciência para esperar cerca de 20 a 60 minutos, tempo médio que um bebê leva para nascer. Não se deve jamais empurrar a barriga da mulher para forçar a saída do bebê. Isso expõe o bebê e a mulher a riscos.preciso rompê-la artificialmente. Após a ruptura, aumenta o risco de infecção. Não se deve romper a bolsa para acelerar o parto.

Fazer episiotomia desnecessária

Não se deve fazer episiotomia (corte do períneo) de rotina: em vez de proteger o períneo, isso aumenta a chance de trauma e complicação.

Cortar o cordão imediatamente

Para evitar a perda de sangue do bebê, o corte do cordão umbilical não deve ser feito imediatamente, mas apenas depois que o cordão parar de pulsar, o que ocorre em torno de 3 minutos após o parto. A ligadura imediata é indicada em alguns casos, como por exemplo, se a mãe é soropositiva (vive com o vírus da aids) ou se o sangue da mãe e do filho forem incompatíveis.

Deixar de ouvir o coração do bebê

O médico não pode deixar de ouvir o coração do bebê durante o trabalho de parto, de 30 em 30 minutos e de 5 em 5 minutos no período expulsivo.

Fazer cesariana desnecessária

A cesariana desnecessária é inaceitável. Mas, se for preciso fazer uma cesariana, deve ser realizada, geralmente, apenas depois do início do trabalho de parto. A natureza tem ritmos e razões que cesarianas com hora marcada por conveniências desrespeitam. Se tudo vai bem, a cesariana é desnecessária mesmo para parto de gêmeos (com ambos de cabeça para baixo), prematuro, gestante adolescente e mulheres com hipertensão moderada.




Esse texto foi retirado do Guia de Direitos da Gestante e do Bebê, do Ministério da Saúde. Para saber mais sobre o guia CLIQUE AQUI.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Família Estendida


Família é uma coisa engraçada. Num desses finais de semana fiquei pensando sobre isso!

De uma hora para a outra, a casa da minha avó que não tinha uma criança com menos de 5 anos há mais de 10 anos ganhou 8, correndo de um lado para o outro!

E não foi do jeito mais convencional que essa cambada apareceu não. O que chamo de jeito mais convencional seria já que os netos cresceram, agora vem os bisnetos. Dessas oito crianças só uma é bisneta dos meus avós.

Hoje, “no mundo moderno”, a família vai muito além daquele conceito de pai, mãe, filhos, tios (os irmãos dos pais), avós e primos. Estudando sobre abordagem familiar aprendi um termo que conseguiu descrever a minha família, é a Família Estendida.

Minha família, seja por parte de mãe ou por parte de pai, sempre teve essa cara inclusiva. Quem fosse chegando a gente ia agregando na família, participando nas festas de aniversário, nos passeios no clube , sitio ou fazenda, nas festas de natal ou nos almoços de sábado. Assim, junta a família do pai com a da mãe, chama os primos de segundo grau, e os primos dos primos também viram primos. Eram os agregados que viravam família.

Os “tempos modernos” foram chegando e a família saindo do tradicional e ganhando novas caras. Apesar do susto inicial, meus avós se acostumaram com os casados, descasados, namorados, separados, divorciados, recasados, juntados e por ai vai.

Foi daí que surgiu esse tanto de criança. Tem a filha do meu primo, que é mais velha que a filha do meu tio. Regulam com as meninas dois netos da nova namorada do meu tio, que tem dois irmãos mais velhos, e se juntam a essa turma a filha da ex mulher do meu tio e a sua enteada, que regulam com os netos mais velhos da atual namorada do ex marido dela.

Complicado?

Para os adultos sim, mas para as crianças não. Quando todas se juntam fica claro que não importa os parentescos formais e sanguíneos e sim o papel que cada um exerce. Rapidamente elas se identificam como primos e ficam amigos. Um ajudando o outro. Ensinando as coisas erradas, cuidando um do outro e trazendo novos desafios, exatamente como eu e meus primos há 20 anos. Quem era pra ser primo, se não tem mais cara de primo vira tio ou tia, e a tia favorita não precisa ser a irmã da mãe ou do pai, pode ser a sobrinha do namorado da avó ou a prima. Avô e avó pode ter mais de 4, não importa quantos, se chegam aqui e tem um novo vovô, sem problemas, ele também merece beijos e abraços.

E olha que essa confusão toda se encaixa perfeitamente lá na tal teoria de abordagem familiar. A família estendida, na qual o que mais conta são os papéis exercidos e as relações construídas, e não os títulos oficiais e sanguíneas.

De tudo isso o resultado é que os almoços de sábado ganharam de novo a cara de antigamente, com muito mais gente e alegria transbordando!

Para aprendermos com a simplicidade das crianças uma historinha que aconteceu comigo e uma dessas crianças, quando tinha por volta de 5 anos.

Alguns amigos me encontraram com ela em um café. E ela muito falante contava casos e chamava a atenção de todos. Quando perguntaram a ela qual era o nosso parentesco... olhem só a conversa!

- O que ela é sua?
E a menininha pensou um pouquinho e respondeu tranquilamente, antes de emendar um outro assunto bem mais interessante e importante que aquele:
- Ela é minha meia prima!

Os adultos começaram a rir e me chamaram para explicar o que exatamente era “meia prima”. Eu ia começar a explicar que ela é... Mas parei e vi que isso não importava, que “meia prima” era a melhor definição que podia existir para nossa relação. Simples e direito, o papel que eu exerço na vida dela e não o que a nossa consangüinidade determina.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

DOENÇAS RESPIRATÓRIAS COM TEMPO SECO

Em vários locais do país tem se verificado um aumento substancial no atendimento de doenças respiratórias decorrentes da baixa umidade do ar. Principalmente, naqueles indivíduos com alguma alergia respiratória preexistente.
O registro de índices de umidade no ar muito baixos – em São Paulo chegou a 11% quando o ideal deveria ser de 60% - pode causar irritação nos olhos, garganta e nariz de indivíduos sadios, além de piorar a situação de pessoas com rinite alérgica e asma. Acredita-se que este clima seco possa durar até, pelo menos, o início de outubro.
Muitas pessoas que pensam estar sempre com resfriado, na verdade, tem rinite alérgica. Esta doença se caracteriza por obstrução do nariz freqüente, espirros repetidos e coceira no nariz, olhos, garganta ou ouvidos. Isto, com o clima seco, tende a se agravar uma vez que o oxigênio entra mais seco pelo nariz, levando à inflamação e produção excessiva de secreção.
No nariz, o ar deve ser umidificado e filtrado. Com a umidade muito baixa, o ar chega ainda muito seco nos pulmões e também dificulta a situação dos asmáticos.
A asma brônquica ( também conhecida como bronquite asmática ) se apresenta com crises de tosse associada, na maioria das vezes, à falta de ar e chiado no peito. Estes sintomas podem ser intermitentes ou persistentes e, se não tratados, podem causar muitos prejuízos à vida destes doentes e até a morte.
Muitas vezes, há a associação da rinite alérgica e da asma. Estes indivíduos também podem apresentar alguma alergia de pele e, sobretudo no clima seco, alergia nos olhos que se apresentam como coceira nos olhos e pálpebras, ardência, sensação de “areia nos olhos”, lacrimejamento, olhos vermelhos, inchaço nas pálpebras ou fotofobia ( dificuldade para olhar para luz).
 O cuidado com gestantes, crianças e idosos precisa ser redobrado quando o tempo estiver seco e se for necessário procurar um médico.

Recomendações de saúde frente ao tempo seco:

  • Usar umidificadores de ar ou colocar uma vasilha com água ou toalha molhada no lugar onde irá dormir;

  • Manter a casa higienizada, arejada e ensolarada;

  • Tomar bastante líquido para hidratar corpo e secreções;

  • Evitar exposição prolongada a ambientes com ar-condicionado, já que este ajuda a ressecar o ambiente;

  • Realizar atividades físicas antes das 10h ou após 17h, quando o ar está mais úmido;

  • Forrar travesseiros e colchões com plástico, usar edredons ao invés de cobertores, retirar tapetes ou objetos que acumulem pó como livros, revistas, brinquedos de pelúcia e caixas;

  • Evitar produtos de limpeza com cheiros fortes;

  • Usar persianas laváveis;

  • Evitar plantas dentro da casa;

  • Não deixar ninguém fumar dentro de casa;

  • Usar roupas leves quando a temperatura estiver elevada;

  • Usar soro fisiológico para os olhos ou narinas se houver irritação;

  • Evitar animais dentro de casa.


Fonte: ABC da saúde

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Direitos no Parto


Durante a internação e no trabalho de parto, toda gestante tem direito de:

- ser escutada e ter as suas dúvidas esclarecidas;
- expressar os seus sentimentos e as suas reações livremente;
- escolher a melhor posição durante o trabalho de parto e para o parto. Ser incentivada a adotar as posições como sentada, de cócoras, que são mais favoráveis para a boa evolução do parto.

Na maternidade, a gestante tem o direito de ter um acompanhante durante o trabalho de parto, no parto, e pós-parto. O acompanhante é de livre escolha da gestante.

A opção por acompanhante e a escolha de quem deve ser essa pessoa são decisões e direitos exclusivos da gestante. Algumas instituições contam com voluntárias — as doulas — que dão apoio físico e emocional às mulheres e ao acompanhante durante o trabalho de parto.

Logo após o parto, mãe, filho e acompanhante têm direito de ficar juntos, em alojamento conjunto que pode ser quarto ou enfermaria. Vale lembrar que a melhor posição para colocar o bebê no berço é de barriga para cima.


Logo depois do parto, o bebê deve ser colocado sobre o corpo da mãe para sentir seu cheiro e calor e ter contato com a mama. Esse cuidado é fundamental para a relação entre mãe e filho e ajuda a amamentação, que deve começar, se possível, na primeira hora de vida (chamado de contato pele a pele). Somente após esse período, o pediatra faz uma cuidadosa avaliação da saúde do bebê. O recémnascido deve receber um colírio para prevenir um tipo de infecção nos olhos e vitamina K para prevenir hemorragias.

Esse texto foi retirado do Guia de Direitos da Gestante e do Bebê, do Ministério da Saúde. Para saber mais sobre o guia CLIQUEI AQUI.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Dúvidas mais comuns da amamentação


Mas o bebê não vai ficar manhoso 
se ficar oferecendo o peito a todo momento, em livre demanda,
e assim ficar no colo o tempo inteiro?

Atender ao choro e necessidades do recém nascido é muito importante. Especialmente nos três primeiros meses, quando fala-se inclusive no quarto trimestre de gestação. Mãe e bebê continuam muito ligados e para se sentir seguro ele precisa ter as suas necessidade atendidas. Alguns vão ficar mais tempo no colo e outros menos, seja para mamar ou só para ter o carinho. Uma estratégia para ajudar nesse processo é usar o sling ou wrap e também pedir ajuda do pai e outras pessoas próximas. A mamada em livre demanda é muito importante para garantir o ganho de peso do bebê, principalmente no primeiro mês de vida. Isso não significa mamar a toda hora que chorar ou que apresentar reflexo de sucção, e sim, mamar quando tiver necessidade de mamar. 

Aos poucos a mãe vai aprendendo a identificar como é um pedido para mamar de seu bebê. Logo também, entre o segundo e terceiro mês, os bebê começam a estabelecer um ritmo de mamadas, chegando a intervalos quase regulares, em dias normais, que seguem sua rotina. Lembre-se que os intervalos são pequenos mesmo, já que eles precisam de muita energia para crescer e seu estomago é pequenininho, enchendo rapidamente, combinando com o leite que é rapidamente absorvido, que já chega quase pronto para digestão possibilitando que quase todo o seu conteúdo seja absorvido pelo organismo do bebê. E assim que começarem a explorar mais o mundo e se aventurar, por volta dos três meses, a necessidade de colo vai passar logo e ele não vai ficar um bebê manhoso.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Direitos no Pré- Natal


Ao longo do pré-natal, o profissional que atende a gestante deve orientá-la sobre:

- os objetivos da assistência pré-natal, como funciona a unidade de saúde e a importância das consultas, dos exames (inclusive das mamas e de prevenção do HIV e sífilis) e das vacinas;
- mudanças físicas e emocionais que acontecem durante a gravidez, o parto e o pós-parto;
- adaptações de seus hábitos de vida como dieta, higiene, trabalho e comportamento sexual;
- tipos de parto;
- cuidados gerais com o recém-nascido, valorizando o aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida;

A gestante não deve ter alta do pré-natal. 
É necessário que ela seja atendida regularmente até o dia do parto.


- importância das consultas após o parto;
- o direito de saber com antecedência o local onde vai ter o bebê;
- todos os direitos da gestante, da puérpera e do recém-nascido;
- orientações quanto ao registro de nascimento.

As futuras mamães devem ser motivadas 
a participar de grupos de gestantes,
o que possibilita a troca de informações 
e experiências com outras mulheres.



Esse texto foi retirado do Guia de Direitos da Gestante e do Bebê, do Ministério da Saúde. Para saber mais sobre o guia CLIQUE AQUI.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Licença Paternidade de 30 dias - Acalanto Apoia


Normalmente aqui no Blog não falamos muito sobre a figura do PAI. Falamos muito do universo materno infantil, da gestante, da puérpera... e o Pai aparece nesse meio só de vez em quando, normalmente como alguém que deve apoiar a mulher durante todo esse processo muito importante!

Mas sabemos que o Pai é muito mais do que um apoio e tem um papel fundamental na criação da criança e no seu bom desenvolvimento. Bom, a Fernanda, a psicóloga que escreve textos bem bacanas por aqui, tem destacado a questão do pai, e diz que não apenas o Pai biológico é importante, mas sim a função de paterna. No Dia dos Pais ela escreveu um texto bem bacana sobre o assunto aqui no Acalanto. Para quem não leu, CLIQUE AQUI.  

Semana passada o assunto do Pai também fez sucesso aqui, no Post sobre o livro “Como nascem os pais” (CLIQUE AQUI para ler!)  

E temos ainda um outro post, um dos mais acessados no blog, sobre o Subsidio Parental e a Licença Paternidade na Noruega (CLIQUE AQUI  para ler).  

Isso tudo não foi para falar sobre os posts do blog não!!!! Foi para somar os textos que reforçam a Campanha para o aumento da Licença Paternidade no Brasil.

Hoje os pais tem direito a apenas 5 dias, garantidos na CLT, salvo em casos raros e diferenciados em Negociações Coletivas. E a Deputada Federal Erika Kokai propôs um projeto de lei que aumenta o tempo para 30 dias.

Eu não queria falar aqui para apoiarmos a Licença Paternidade de 30 dias por ser esse primeiro mês muito importante e que a presença do pai iria ser de grande ajuda para a mulher. E sim queria destacar a importância do pai! Por isso a dica de acessar os outros posts!

A deputada propõe um abaixo assinado para movimentar a opinião publica e reforçar o projeto de lei!

Confiram só o site