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sábado, 6 de agosto de 2011

Histórias de Sucesso de Amamentação


Mães que enfrentaram dificuldades 
e conseguiram amamentar seus bebês

A ideia aqui é contar rapidamente algumas histórias de superação e sucesso na amamentação que já passaram pela equipe Acalanto e, assim, com o exemplo, apoiar as mulheres a continuar com o Aleitamento Materno. Seguindo aquela dica da OMS (quem não leu o post sobre as dicas CLIQUE AQUI) de que a amamentação é um processo de aprendizado, para mãe e bebê, e buscar apoio nesse período é muito importante.

Uma Mulher/Mãe adolescente

Diante de uma gravidez inesperada uma menina transforma-se em mulher e mãe. Com muita informação, conseguiu seu parto desejado. Satisfação ainda no contato imediato pele a pele e amamentação na primeira hora de vida. Mas, diante de um recém nascido viu-se com dificuldade na amamentação. Quando o bebê não conseguia realizar a pega correta mostrava-se nervoso e a mãe o retirava do seio. No entanto, o desejo do aleitamento materno era grande e ela correu atrás de apoio. Buscou apoio com doula, fonoaudióloga e listas de discussão na internet. Ainda assim a ansiedade crescia e a amamentação ainda não parecia um processo tranquilo para os dois. Buscou então apoio do Banco de Leite. Algumas semanas depois a mãe já se considerava bem sucedida na amamentação e sentia-se satisfeita por conseguir alimentar seu bebê com prazer e amor. O melhor certificado de todos, o prazer da mãe e do bebê durante a amamentação.

Uma vida muito esperada

Uma gravidez que tem o significado de vida para essa mulher. Um bebê muito desejado que chegou com um parto natural de sucesso. A mãe orgulhosa, sentiu-se completa com o sucesso da amamentação na primeira hora de vida do seu bebê e pelas duas semanas seguintes. O leite abundante para o pequeno que mamava vorazmente. Mas dificuldades surgiram. O peito muito cheio dificultava a pega correta e a pele sensível da mãe acabou rachando. Com fissuras grandes nos dois seios a dor durante a amamentação era quase insuportável. A família ajudou, com uso de ervas naturais no bico do seio para diminuir a dor e estimular a cicatrização natural da pele. Em seguida a doula e fonoaudióloga orienta, em visita, a manter o local seco e expor ao sol para facilitar a cicatrização, esvaziar o peito antes de iniciar a mamada para facilitar a pega correta e a não interromper o aleitamento materno, garantindo a nutrição do bebê e também evitando o empedramento do leite. Essas dicas e outras técnicas, como a ordenha, foram aplicadas por duas semanas, com orientação próxima da fono e apoio da família. Dois meses depois, a amamentação é um sucesso e a nova mãe passa inclusive a doar leite para o Banco de Leite.

Confiança, calma, determinação, mais uma mulher que atinge o sucesso na amamentação

Uma história que começa com uma cesárea. Desnecessária talvez? Um bebê que só vai ter contato com a mãe 3 horas após o parto, quando mama pela primeira vez. Uma mulher sozinha, sem um acompanhante na enfermaria (com seu direito desrespeitado), recuperando-se de uma cirurgia, encontra grandes dificuldades de oferecer os seios ao bebê ansioso pelo leite. Com muita calma e confiança, com apoio da família e da fonoaudiologia, a mulher continua com a amamentação exclusiva. Recusa-se a oferecer outros alimentos e enfrenta os momentos de dor. Logo o Aleitamento Materno mostra a que veio. O bebê cresce saudável e a mãe satisfeita. As dificuldades ficaram para trás, dando lugar a um momento de amor e dedicação entre mãe e bebê. O aleitamento materno é exclusivo por seis meses e continuado.

Enfrentando o inesperado

Uma mulher que entra em trabalho de parto antes do momento esperado. Um encaminhamento para cesárea e a chegada de um bebê prematuro. Felizmente uma criança sem nenhuma complicação da prematuridade. Mas, que só tem contato com a mãe 7 horas após o parto. Uma mãe muito ansiosa com a situação inesperada e sentindo-se mau com os efeitos colaterais da anestesia. O bebê tem dificuldade de realizar a pega e iniciar a amamentação, o que atrasa a descida do leite. Uma equipe de enfermagem despreparada (talvez?) que oferece o leite artificial na mamadeira ao bebê, sem continuar apoiando a mulher a iniciar o aleitamento antes de sair do hospital. Desespero e ansiedade da família no momento da alta, incerteza da capacidade de alimentar seu bebê. Uma noite de muito choro, do bebê e da mãe, dificuldade de oferecer o peito e o leite artificial. A família busca então apoio na fonoaudiologia, que após avaliação observa o excelente reflexo de sucção do bebê e a possibilidade de descida do leite da mãe. A proposta é uma técnica simples, iniciar a sucção no seio por meio da Relactação. Após orientar e acalmar a família, ajudando a garantir o momento de vínculo mãe e bebê a situação já é um sucesso. O pai parece aliviado em garantir a alimentação de seu bebê. Apenas 36 horas depois do início da Relactação um telefonema que confirma o sucesso total da intervenção. O leite já desceu, uma grande quantidade de colostro. A mãe radiante é novamente orientada. 15 dias depois o aleitamento materno exclusivo está estabelecido e é um sucesso, confirmado por mãe satisfeita, bebê que ganha peso e é tranquilo, e pelo pai que mostra-se radiante.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O Parto e a mídia

Essa semana acompanhei em uma novela um parto e fiquei muito incomodada com a representação e caracterização colocada!

A novela é Malhação, da Rede Globo, voltada para o publico adolescente. E, por isso mesmo, com frequência aborda de forma lúdica e interessante temas que permeiam a adolescência e a vida do dia, promovendo um importante espaço de disseminação da informação. Mas dessa vez a novela não conseguiu cumprir o papel informativo e sim piorar a desinformação entre as adolescentes.

O tema da gravidez na adolescência é recorrente em Malhação e permite discutir métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis, os desafios de uma adolescente diante da gravidez e muitos outros temas. Como é uma novela, no final todas as questões se acertam em um final feliz para os participantes, e era esse o rumo que a história de Maicon e Babi estava tomando.

Infelizmente, em nome do sensacionalismo midiático, resolveram pintar o parto como um momento de horror. A cena do parto, com um médico empurrando a barriga da Babi e a personagem como uma mulher apavorada, e posteriormente, os comentários de irresponsabilidade, colocando o parto normal como algo ruim e extremamente arriscado, foi deplorável.


E como nós mulheres, não temos nenhuma imagem de parto formada antes de passarmos por um, o que nos apropriamos é o que passa na mídia.

Fiquei indignada com o quadro pintado, pensando como as questões poderiam ter sido abordadas de forma positiva, colocando as dificuldades e desafios da gravidez na adolescência, mas destacando como uma mulher informada pode ter um parto seguro, a importância do pré natal, incentivando a amamentação na primeira hora de vida do bebê, incentivando o alojamento conjunto nas maternidades, discutindo a questão da licença paternidade.

Uma grande oportunidade perdida de promover a saúde materno infantil exatamente na Semana Mundial da Amamentação.

Sei que cenas assim são as comuns nas novelas. Mas resolvi manifestar a minha indignação. Quem sabe se todas nós, mulheres bem informadas e empoderadas, nos manifestarmos diante de todos os “partos franksteins” apresentados como normais na televisão, não conseguimos mudar uma ou outra cena, e talvez ganhar um pequeno espaço na luta pela humanização do parto.

domingo, 31 de julho de 2011

Acalanto na Semana Mundial da Amamentação

A Semana Mundial de Amamentação foi instituída em 1991 e, 20 anos depois, conta com 170 países participantes. A semana escolhida foi de 1 a 7 de agosto, promovida mundialmente pela WABA (World Alliance Breathfeeding Association – Associação Mundial de Aleitamento Materno). Aqui no Brasil é promovida oficialmente pelo Ministério da Saúde, e estimulado que todos se organizem e promovam ações em prol do Aleitamento Materno.

Mesmo a semana existindo há 20 anos, ainda não pode ser uma semana apenas de comemoração, precisa ser uma semana de luta!


- Luta pelo direito das mulheres amamentarem;
- Luta pela saúde das crianças;
- Luta pela informação das mulheres;
- Luta contra o preconceito da amamentação em público;
- Luta pela amamentação exclusiva até os seis meses;
- Luta conta o preconceito da amamentação continuada pelo menos até os 2 anos;

E poderíamos continuar aqui enumerando as muitas “lutas” em defesa da amamentação! E existem várias formas de luta, e uma delas é disseminar a informação!

É por isso que o Blog ACALANTO vai ser destinado especialmente a Amamentação essa semana!

Vamos começar pelas recomendações da OMS – Organização Mundial de Saúde.

1-      O aleitamento materno deve começar na primeira hora de vida;
2-      A amamentação deve ser em livre demanda;
3-      Mamadeiras e bicos devem ser evitados;
4-      O Leite Materno é ideal para os recém nascidos e bebês, oferecendo todos os nutrientes que precisam, além de anticorpos, além de ser disponível e sem custos, garantindo a nutrição adequada dos bebês;
5-      Para a mulher o aleitamento materno ajuda a perder o peso ganho na gestação, combate a obesidade e reduz os riscos de câncer nos seios e ovário;
6-      O leite materno promove também a saúde durante toda a vida, diminuindo os riscos para obesidade, hipertensão, diabetes e colesterol alto;
7-      A amamentação precisa ser aprendida e muita mulheres encontram dificuldades, como dores no mamilo e medo do leite não ser suficiente para sustentar seu filho. Por isso todas as mulheres devem ser incentivadas a buscar apoio e orientação para a amamentação;
8-      O aleitamento materno deve ser exclusivo até os 6 meses;
9-      O Aleitamento Materno não deve ser reduzido quando começar a introdução de alimentos;
10-   O Aleitamento Materno deve ser continuado por pelo menos até 2 anos;

Para ler sobre essas dicas e orientações da OMS e outras, CLIQUE AQUI