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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O trabalho de parto e o Manejo da Dor


A fase ativa do trabalho de parto é o que mais comumente conhecemos como trabalho de parto. Ela costuma começar logo depois da saída do tampão mucoso e/ou a ruptura da bolsa. É quando as contrações começam a ficar mais ritmadas. E é essa a hora também de colocar de prontidão toda a equipe que vai te acompanhar no parto. Seja a equipe de enfermeiras obstetras ou o obstetra. Seja em casa ou no hospital. Avisar também a doula, o marido a mãe e quem mais vai te acompanhar. Não tem necessidade de sair correndo, mas sim de ficarem todos alertas.

As contrações aos poucos vão ficando mais ritmadas, com intervalos mais curtos, mais longas e doloridas. Se você for ganhar no hospital a hora de chegar lá é quando as contrações estiverem entre três e duas dentro de dez minutos. Mas se o hospital for longe de casa é importante ter o tempo do trajeto bem planejado.

Quando você sentir que esta ficando tudo mais intenso não se esqueça de pensar na alimentação. Ou melhor, não deixe de colocar no Plano de Parto a questão da alimentação para que seus acompanhantes e doulas te ajudem a não deixar esse ponto de lado. Você estará prestes a entrar em uma maratona e precisará de energia. Então alimente-se bem de algo gostoso e de fácil digestão. E não podem esquecer de separar um kit lanche para levar ao hospital se não for ganhar em casa. A gestante deve se alimentar e beber água livremente, de acordo com o seu desejo. Evite alimentos de difícil digestão tanto porque podem não cair bem quanto pela segurança no caso de você desejar ou precisar de uma anestesia. (dicas do que comer: antes de sair de casa um prato de macarronada e depois frutas e sucos de frutas).

É nesse ponto que deve entrar no plano de parto também as questões relativas ao manejo da dor. Como você gostaria de lidar com essa dor que vem para trazer seu bebê cada vez mais perto de você? Vamos elencar aqui diversas formas não farmacológicas de alívio da dor que você pode listar caso lhe agradem, mas é claro que vale mudar de ideia na hora do trabalho de parto.
- Massagens
- óleos para massagem
- compressas
- usar a bola de parto
- chuveiro
- banheira
- usar o banquinho de parto
- liberdade para caminhar e escolher posições que sejam mais confortáveis
- visualizações
- acumputlura



E já que estamos falando de dor, é um bom momento para se discutir a questão da anestesia. É importante a mulher saber que existe um momento adequado para se tomar a anestesia durante o trabalho de parto para que ela não interfira na sua evolução ou para que não seja inútil. O tipo de anestesia nos partos normais e cesárea mais comum é a peridural, nas qual a mulher perde as sensações, mas não perde o movimento. Mesmo assim, a melhor anestesia é indicada pelo médico anestesista. E esta tem suas vantagens, de diminuir a dor para que a mulher possa passar pelo seu trabalho de parto de forma mais tranquila, mas também suas desvantagens (de desacelerar o parto e a mulher não sentir o puxo por exemplo), efeitos colaterais (bebê pouco alerta, dores de cabeça, vomito e outros) e riscos.

Esse ponto é importante que seja muito bem discutido durante a construção do trabalho de parto. Como a mulher vai querer lidar com isso. Se a doula e marido devem chamar o anestesista no seu primeiro pedido, ou se podem ajudá-la a esperar mais um pouco e ver se é realmente necessário e assim por diante.

Para fechar o assunto sobre a dor, não podemos deixar de colocar aqui sobre o ambiente. Estar em um ambiente confortável pode diminuir muito a dor. Sabemos disso em qualquer situação e durante o trabalho de parto é mais importante ainda. Vale então colocar no plano de parto questões relacionadas a temperatura do quarto, roupas que vai vestir, musica, luzes no espaço, entrada e saída das pessoas, permanências das pessoas, fotos, filmagem. Assim todos ali podem estar atentos a sua preferência buscando sempre adequar o ambiente dentro do limites possíveis para o seu conforto.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ações de Saúde baseadas em Evidências Científicas – Deambulação e posições verticais durante o trabalho de parto

Vamos a mais um da nossa série de Artigo!




Artigo: Influência da mobilidade materna na duração da fase ativa do trabalho de parto


Autores: Eliane Bio, Roberto Bitar, Marcelo Zugaib (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo)



Revista: Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia


Resumo: Foi realizado um ensaio clinico no Centro Obstétrico da USP. Um grupo foi acompanhado por uma fisioterapeuta e orientado a permanecer caminhando durante a fase ativa do parto. O outro foi acompanhado de forma rotineira pela atenção obstétrica. O estudo mostra o impacto na redução do tempo da fase ativa e na diminuição do uso de anestesia e medicamentos para dor no grupo acompanhado pela fisioterapeuta.




Comentários: Mais um artigo de leitura indispensável! Ele fala da atuação de uma fisioterapeuta durante o trabalho de parto, descrevendo com termos técnicos e anatômicos as orientações fornecidas as mulheres. Mas as mesmas orientações podem ser fornecidas pela Doula, e os mesmos termos técnicos poderiam ser substituídos pela simples descrição da mulher seguir os movimentos que seu corpo pede durante o trabalho de parto, ou seja, caminhar, agachar, ficar em posições verticais eu permitam maior abertura da pelve, menor intensidade da dor, aumento da passagem para o bebe e melhor contração do períneo. O artigo consegue provar cientificamente que essas pequenas ações diminuíram em até 2 horas a fase ativa do trabalhão de parto e eliminram em muitos casos a necessidade do uso da anestesia. Discute a impropriedade de orientar a mulher a ficar deitada durante o trabalho de parto e na fase expulsiva e ainda fala sobre a distócia emocional, que pode levar a contrações ineficientes do útero, com a mulher entendo a contração apenas como dor e não como um sinal sinestésico do parto, que desce na região lombar até a vaginal.


Quem ler e gostar, ou não gostar, comenta mais sobre o artigo aqui! Assim podemos ir trocando informações! Quem tiver sugestões também de artigos para serem colocados no blog é só mandar!


Já postamos aqui resumos e comentários de artigos que falam sobre:






terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ações de Saúde baseadas em Evidências Científicas – Alívio da dor sem anestesias

Vamos a mais um da nossa série de Artigo!



Artigo: Estratégias não farmacológicas no alivio da dor de parturientes no trabalho de parto

Autores: Rejane Davim, Gilson Torres, Janmilli Dantas (Universidade Federal do Rio Grande do Norte)


Revista: Revista da Escola de Enfermagem da USP


Resumo: Ensaio clinico para avaliar a diminuição da dor em parturiente de uma maternidade em Natal. Foram realizadas massagens lombossacral, exercícios respiratórios e de relaxamento e banho de chuveiro. Em seguida foi aplicada uma escala visual para a dor. Concluiu-se que as estratégias foram efetivas.


Comentários: Esse definitivamente é um artigo e leitura indispensável! Além de comprovar por técnica cientifica e reconhecida no meio acadêmico a efetividade dos métodos não farmacológicos para a diminuição da dor durante a fase ativa do trabalho de parto discute a importância da presença do acompanhante, que tem impacto também na diminuição da dor e destaca o uso indiscriminado e desnecessário da ocitocina artificial, que leva a um aumento na intensidade da dor. O artigo coloca as enfermeiras desempenhando esse papel, mas poderia muito bem referir-se as doulas. Claro que as enfermeiras podem fazer o papel de doulas, mas sabemos hoje que elas têm inúmeras funções dentro do hospital e muitas vezes estão sobrecarregadas e responsáveis por 3 ou mais mulheres em trabalho de parto. Assim, diante dessa realidade do trabalho da enfermagem, eu destacaria a importância do papel e presença da doula durante o trabalho departo, baseado nos achados desse artigo.



Quem ler e gostar, ou não gostar, comenta mais sobre o artigo aqui! Assim podemos ir trocando informações! Quem tiver sugestões também de artigos para serem colocados no blog é só mandar!