quinta-feira, 21 de julho de 2011

Vacinar as crianças é muito importante!

Quando vejo mães e pais recusando-se a vacinar seus filhos ou o fazendo apenas porque a escola exige o cartão de vacina completo, fico muito preocupada! Vou explicar porquê.

Antigamente muitas crianças morriam no primeiro ano de vida, muitas mesmo, e outras ainda morriam até os cinco anos de vida. Essa alta taxa de mortalidade ocorria, entre outros motivos, por doenças comuns que tinham pouco efeito em adultos. Outras tantas crianças, se não morriam, ficavam com seqüelas graves dessas doenças.

Esse antigamente não é tão antigamente assim. A situação descrita pode aplicar-se a idade média, mas também é a descrição exata de uma realidade brasileira a menos de 40 anos atrás. Uma realidade mais aguda nas regiões mais pobres, com certeza, mas não exclusiva dela. E como o mundo e o Brasil conseguiram dar a volta por cima e reverter esse quadro? Com campanhas universais e consistentes de vacinação.

As vacinas são desenvolvidas para que o corpo crie resistência, ou seja, anticorpos, para combater as doenças que tem seus agentes presentes no meio ambiente. O objetivo aqui não é discutir as diferentes formas de fabricar uma vacina ou os diferentes agentes causadores de uma doença, mas sim reforçar a importância das vacinas.

No Brasil, um dos países com a melhor cobertura vacinal do mundo, o calendário básico de imunização para crianças de 0 a 10 anos é bem preciso e direcionado. As vacinas são incluídas no calendário por razões epidemiológicas, ou seja, levando em consideração o que é melhor para o conjunto da população brasileira, e isso só acontece depois de muitos testes e muito conhecimento sobre a eficácia da vacina e seus possíveis efeitos colaterais. Bom, na realidade essa regra vale para todas as idades e todas as vacinas orientadas pelo Ministério da Saúde. Vale ressaltar ainda que nós brasileiros temos nosso direito a saúde garantido na constituição desde 1988, então as vacinas do calendário oficial são oferecidas no SUS gratuitamente.

É claro que existem outras vacinas que não são oferecidas gratuitamente pelo SUS e isso pode ocorrer por diversos motivos, como falta de comprovação da eficácia da vacina, falta de justificativa epidemiológica, ou seja, a vacina pode beneficiar uma ou outra pessoa em uma situação especifica, mas não beneficia o conjunto da população brasileira ou mundial, e até mesmo motivos financeiros. O que não existe é vacinas não serem oferecidas, ou serem oferecidas, com o intuito de prejudicar alguém, esterilizar a população ou com o risco de causar outras doenças graves! Como afirmam muitos e-mail sensacionalistas e em sua maioria totalmente falsos que circulam nas épocas de campanhas vacinais.

As vacinas apresentam sim efeitos colaterais como febre, dores no corpo e até sintomas leves da doença que previne. Isso já é esperado e pode ser resolvido com medicamentos orientados pelo médico, além de muito colo, carinho e peito, especialmente no caso das crianças. É diferente das pessoas que são alérgicas a determinados componentes das vacinas, ai elas não devem tomar, ou seja, existe uma justificativa médica para não tomarem a vacina.

Não vacinar seu filho o coloca ele em risco de adquirir uma doença que pode prejudicá-lo muito.

Além disso, é desconsiderar que vivemos em sociedade. Já que as vacinas são também uma estratégia de erradicação daquela doença. Uma doença é considerada erradicada após passado 20 anos sem nenhum caso dela naquela determinada região ou país. Ou seja, o argumento de que não conhece ninguém que pegou aquela doença não é valido para não vacinar seu filho, já que se a vacina ainda é ofertada pelo SUS é porque a doença ainda não foi considerada erradicada. E basta uma pessoa pegar, para rapidamente ocorrer uma epidemia, caso essa pessoa entre em contato com outras que não tomaram a vacina e por isso não sai imunes!

Com certeza esse é um assunto polêmico, e todos tem direito a sua opinião! E por isso mesmo, senti que era minha responsabilidade, enquanto profissional de saúde e mestranda em saúde pública em colocar essa argumentação aqui no blog.

Para saber mais sobre o calendário de imunização do Ministério da Saúde acesse AQUI!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Refluxo - sintomas reais e dicas uteis!

O refluxo gastroesofágico é o retorno do alimento do estômago para a boca. Ele ocorre por uma insuficiência do esfíncter esofágico, que pode ser fisiológico, patológico ou acontecer de vez em quando por um evento atípico. O refluxo é aquela sensação de queimação na garganta que sentimos às vezes com um arroto ou depois de vomitar, sabe. Se ele acontece com muita frequência o incomodo passa a ser insuportável e o ácido do estômago, passando muitas vezes na garganta leva a dor, ao invés de apenas arder. Ai sim, podemos dizer que é patológico e passa a ser necessário um tratamento. Ele é fisiológico em bebês menores de seis meses, onde ocorre as famosas golfadas. E se elas forem frequentes pode passar a incomodar, o que exige também uma atenção.

Vamos focar aqui nesse refluxo fisiológico, ou nas golfadas frequentes nos bebês menores de 6 meses. Isso porque até os 6 meses os bebês devem estar em aleitamento materno exclusivo e ai as recomendações são uma, depois dessa idade, com a introdução de alimentos os sintomas e recomendações são outros!

Nesses primeiros 6 meses as dicas são bem gerais mesmo e fica fácil falarmos aqui na net, mas depois disso as atenções são outras e uma consulta com uma fonoaudióloga torna-se necessária para as orientações mais adequadas a situação de cada criança.

Se o seu bebê apresenta os seguintes sintomas, ele pode estar nesse caso de refluxos fisiológicos que necessitam de maior atenção (não vamos dizer que é patológico aqui, pelo o que já discutimos no post anterior, quem não viu, clica aqui). Então vamos aos sintomas:

- Golfa em grande quantidade em todas as mamadas (grande quantidade é grande mesmo e a mãe vai saber!).

- Mostra-se muito irritado e chora com sinais de dor.

- Recusa mamar, especialmente nos momentos em que está muito irritado.

Se esses sintomas se somam é hora de se perguntar:

- Meu bebê mama na mamadeira? Se sim, a primeira medida urgente é voltar para o aleitamento materno exclusivo. O leite materno tem a absorção mais rápida do que os leites de vaca ou artificiais, diminuindo a probabilidade de refluxo. Caso não seja possível, vale uma consulta com uma fonoaudióloga para saber orientações especificas nesses casos.

- Meu bebê mama em excesso? É raro, mas pode acontecer. Se acha que é seu caso, passe a oferecer o peito em livre demanda, mas quando seu bebê mostrar sinais de fome. E fome não é sugar a mãozinha ou a roupa, isso é apenas reflexo de sucção!

- Meu bebê está irritado por algum outro motivo que não diretamente relacionado a amamentação? Lembrem-se que os sintomas deve se somar e muitas veze o choro ou irritabilidade tem outras causas que não a amamentação e a recusa do peito esta mais relacionada com o nervosismo e ansiedade da mãe do que do próprio bebê.



Depois de pensar e observar esses pontos e você chegar a conclusão que realmente os sintomas se somam, vamos as dicas do que podemos fazer para evitar o refluxo fisiológico e diminuir o desconforto do bebê!

- Não deixe ele chorando!!!! Responda rapidamente ao choro do seu filho, que precisa de carinho e atenção. O choro aumenta o refluxo.

- Ofereça uma chupeta. Sugar acalma e diminui bastante o desconforto causado pela queimação do refluxo. Lembre-se que nesses casos a chupeta é como um remédio, então quem tem controle sobre ela é você e não o bebê. Isso quer dizer que deve oferecer quando achar que ele precisa se aclamar e depois de calmo ela deve ser retirada. Você pode inclusive segurar a alça dela e puxar, fazendo a contra resistência e estimulando que seu filho sugue com mais força, o que vai acalmá-lo mais rápido. Atenção para a chupeta adequada!!!

- Divida as mamadas. Ou seja, ofereça a mesma quantidade de leite no dobro do tempo. Tente dar um intervalo de 15 minutos no meio da mamada ou oferecer o peito mais vezes para que o bebê mame mais vezes menores quantidades.

- Ofereça o peito com seu bebê sentado ou o mais vertical possível para o conforto de ambos.

- Depois de mamar segure ele na posição vertical por pelo menos 30 minutos. Uma boa forma de fazer isso é usando slings ou wraps. Que ainda tem a vantagem de mantê-lo bem pertinho do corpo da mãe, sentindo assim calma e segurança. Aproveite para escutar o coração batendo e a respiração encadeada.

- Não deixe que ele se agite nessa meia hora após a mamada. A agitação pode levar ao refluxo!

- Eleve a cabeceira do berço em aproximadamente 30 graus. É mais eficiente a elevação da cabeceira do que o uso de colchões e travesseiros anti refluxo. Isso vai exigir uma serie de almofadas para evitar que seu bebê escorregue no berço.

- Quando deitá-lo no berço coloque-o sempre de lado, virado para o lado
esquerdo. Apóie com almofadas para que permaneça nessa posição. Isso diminui o refluxo e é também uma posição mais segura, evitando a aspiração.

Junto com todas essas dicas, acredito que vale a pena procurar o tratamento homeopático, que não apresenta efeitos colaterais e tem bons resultados em situações como essa.

Depois disso tudo se a situação do seu bebê não mudar, ai sim vale a pena considerar medicamentos mais invasivos, mas que terão sua ação somada a esses cuidados e serão utilizados com uma recomendação especifica e clara, tomando-se todos os cuidados necessários!

domingo, 17 de julho de 2011

A Moda do Refluxo em Bebês

Sempre me preocupo quando um diagnóstico vira moda. Sabe aquela doença que era rara e quase não ouvíamos falar e, de repente, todo mundo aparece com ela? Isso é especialmente preocupante entre as crianças, já que esses “novos diagnósticos” levam a um excesso de medicamentos, o que pode influir diretamente no desenvolvimento delas.

É claro que hoje em dia muito se descobre sobre doenças e novos medicamentos surgem. Mas, em alguns casos, o que acontece é que a informação insuficiente ou incorreta leva a um diagnóstico precipitado ou errado por parte dos médicos. E, em outros casos, é mais confortável diagnosticar e medicar para não ter que se ocupar da criança.

Na minha percepção o refluxo e uma das últimas novidades de diagnóstico entre bebês. Parece que, de uma hora para outra, muitos bebês começaram a ser diagnosticados com

Refluxo Gastroesofágico e tratados com medicação. Medicamentos que tem inclusive efeitos colaterais neurológicos e que apresentam pouquíssimos estudos em bebês.

Ultimamente tenho visto muitas mães com bebês de 1 mês, 3 meses, relatarem que seus filhos estão usando medicamento para refluxo. Quando pergunto como chegaram a esse diagnóstico com tamanha rapidez e indicação do medicamento, elas relatam que foi em apenas um ou duas consultas com o pediatra.

O motivo que fico tão assustada nesse caso do Refluxo é que, até onde sei, bebês até os seis meses tem uma imaturidade fisiológica do esfíncter esofágico, que tem como principal função no nosso organismos a de impedir o alimento de retornar do estomago para a garganta e a boca e, por isso, é comum observarmos as famosas golfadas. Bebês golfam e, muitas vezes, em todas as mamadas, mas isso não é diagnóstico de refluxo. Aprendi que se poderia diagnosticar refluxo gastresofágico patológico em bebês após os seis meses, quando observamos, entre vários sinais, a esofagite. Sempre soube que o diagnóstico de esofagite em bebês antes dos seis meses é extremamente raro.

Não entendi ainda o porque dessa parente mudança repentina de conduta de muitos pediatras e inclusive não encontrei evidências científicas na literatura que demonstrem que esse meu conhecimento esta ultrapassado!

Aprendi também que todos os remédios alopáticos têm grande impacto no organismo do bebê, exatamente por ser muito jovem e com poucas proteções desenvolvidas, por isso deveríamos evitar a hipermedicalização, utilizando os medicamentos e dosagem adequadas nos momentos oportunos. Bom, não sou médica, sou fonoaudióloga e Doula, portanto não receito remédios, mas procuro sempre me informar sobre os medicamentos indicados aos meus pacientes e seus efeitos colaterais, que podem influenciar diretamente no cuidado que estou prestando. E ai fico pensando se um medicamento com efeitos neurológicos e que impacta na amamentação do recém nascido não deveria ser indicado apenas como último recurso.

E acreditem, existem muito outros recursos que podem ser usado nos casos de refluxo gastroesofágico e nos casos de bebês que golfam muito, ou seja, que estão incomodados, mas ainda não se pode diagnosticar como um refluxo patológico.

Acredito que é muito importante que as mães e pais questionem o excesso de medicamentos dado aos seus filhos, que busquem outras alternativas de tratamento antes de chegarem a mais extrema, além de pensarem se realmente aquele diagnóstico se aplica ao seu filho ou se ele não é apenas o mais confortável para a família ou os médicos.

Esse texto veio como um desabafo! No próximo post vou retomar a idéia original dele, falar dos sintomas do refluxo e das estratégias de tratamento antes de chegar ao recurso do remédio alopático!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Curvas e Padrões de Crescimento

Todas as vezes que as crianças vão ao pediatra ele as pesa e mede. E depois diz se está bom ou não. Já repararam isso né! Algumas mães até se referem ao consultório dos pediatras como o lugar de medir e pesar!

Você já se perguntou para que serve essa medição? Já pensou em perguntar ao pediatra do seu filho qual padrão ele está usando?

Medir e pesar as crianças é uma forma de acompanhar o crescimento delas. Acompanhamos comparando com uma curva que mostra um parâmetro. Esse parâmetro não é um número exato, tem uma variação, ou seja, um intervalo de percentil considerado normal, já que cada criança é única! Ele serve para os profissionais de saúde e gestores terem referências quanto à desnutrição, obesidade e outros pontos assim!

O que não pode acontecer é esse padrão virar regra. Ou o número exato virar uma obsessão. Ou seja, se um bebê nesse mês não se encaixou no padrão, para mais ou para menos, não é motivo de desespero e muito menos significa que precisa de complemento artificial do leite materno. É apenas uma referência para acompanhar aquela criança, observar como cresce e engorda e ir ajustando o passo com muita calma!

Perguntar ao pediatra qual é a curva de padrão que ele utiliza é muito importante. Isso porque na década de 90 observou-se que muitas crianças estavam saindo do padrão. E rápido identificou-se o problema. As curvas de peso e crescimento usadas mundialmente estavam desatualizadas, além de muitas terem sido construídas em estudos baseado com bebês que se alimentavam de mamadeira/leite artificial. E sabe-se que o crescimento e o ganho de peso de um bebê que mama exclusivamente no peito é muito diferente daquele que não mama no peito ou já tem outros alimentos introduzidos antes dos seis meses.

Em 2006 a Organização Mundial da Saúde publicou uma curva de crescimento e peso atualizada, baseada em uma pesquisa mundial da qual o município de Pelotas, no Rio Grande do Sul, representou o Brasil e a América Latina (escolhido por características epidemiológicas). Essa é com certeza a melhor curva para acompanhar o crescimento do seu filho e ela já esta presente nas cadernetas da criança distribuídas gratuitamente pelo Ministério da Saúde.

Para saber mais sobre essas curvas atualizadas CLIQUE AQUI!

E não deixe de checar a atualização do pediatra do seu bebê e especialmente nunca deixe de confiar no poder e força do leite materno!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Direitos das Gestantes

Sempre que uma mulher, gestante, passa por uma situação desagradável, que infringe seus direitos, nos entristecemos. É algo que incomoda muito, porque muitas vezes os direitos são infringidos por profissionais de saúde que deveriam ser os primeiros a estimular as mulheres a exigi-los. Pior ainda é quando esse direito é infringido em nome da saúde ou do maior conhecimento, quando na realidade esse é infundado.

Mas para as mulheres exigirem seus direitos o primeiro passo é conhecê-los. O Núcleo Interdisciplinar de Estudos de Gênero da Universidade de Viçosa montou uma cartilha muito bacana sobre esse assunto, intitulada “Direitos da Gestante: Conhecer para Exigir”. Quem quiser conhecê-la, e vale à pena, CLIQUE AQUI.

Vamos listar os principais pontos que eles destacam para começarmos a conhecer para exigir!

  • Prioridade nas filas;
  • Assento preferencial e acesso a porta da frente em transportes públicos;
  • Estabilidade no emprego durante a gestação e 5 meses após;
  • Dispensa no horário de trabalho para consultas e exames;
  • Licença maternidade de 120 a 180 dias;
  • Ser dispensada duas vezes ao dia para a amamentação do bebê até este completar 6 meses;
  • Licença paternidade do companheiro por 5 dias;
  • No mínimo 6 consultas de pré natal gratuitas;
  • Ter um acompanhante de sua escolha durante a consulta de pré natal;
  • Exame gratuito para confirmar a gravidez;
  • Possuir o cartão da gestante e ser esclarecida adequadamente de todas as informações ali registradas;
  • Direito aos seguintes exames gratuitos durante o pré natal: sangue, urina, preventivo de colo de útero e anti HIV;
  • Conhecer antecipadamente o hospital onde terá seu bebê;
  • Durante o trabalho de parto ser escutada em suas queixas e reclamações;
  • Expressar seus sentimentos e reações livremente durante o trabalho de parto;
  • Tem direito a um parto normal e seguro;
  • Tem direito de fazer parte da tomada de decisão da indicação de cesariana;
  • Ter um acompanhante de sua escolha durante o trabalho de parto, parto e pós parto;
  • Alojamento conjunto com seu bebê e acompanhante;
 Vale ressaltar que todos esses direitos são garantidos por lei! Para saber mais confira a cartilha!

sábado, 9 de julho de 2011

O inverno e a alimentação do seu bebê



O período de férias escolares provoca nas crianças, e também entre os adultos, aquela preguicinha levando-nos à vontade de sair das rotinas sofridas que o cotidiano nos traz é certa. Entretanto, não devemos deixar nossos bebês à revelia, pois, futuramente isso pode causar maiores danos às suas saúdes e com eles, gastos financeiros com cuidados médicos, transtornos, perda de tempos, noites sem dormir, infelicidades. Por isso, dizemos que a principal forma de garantir uma boa manutenção da imunidade proporcionando resistência a seus filhos é cuidar para que sua alimentação seja a mais balanceada possível.


Nesse tempo, é comum aos adultos, desapertarem os cintos disciplinares dos seus filhos. Estes com o tempo de ociosidade maior e repletos dos reclames televisivos, começam a se alimentar das mais variadas guloseimas. Esse tipo de alimentação rápida é do tipo muito calórica, açucarada, gordurosas, pobre em nutrientes acabam por não trazer benefícios para a saúde de qualquer ser humano, quanto mais uma criança.


As nossas dicas vão no sentido de ampliarem os espectros de cores das alimentações das crianças. Abusem nas frutas, nas folhagens, nos sucos e na água. Esses alimentos são ricos em vitaminas e minerais e juntos à hidratação protegem seu filho das doenças respiratórias comuns no inverno. Evitem fast-foods, salgadinhos do tipo snacks de milho por serem extremamente calóricos e ricos em sal. As crianças gostam de variações de cores, comidas coloridas, por isso os pais não podem deixar isso de lado, isso além de fazer bem para a saúde corporal, aguçam os sentidos lúdicos das crianças, percorrendo seu imaginário infantil que é muito ligado à cores e a fantasias.


Dessa forma, batemos sempre na mesma tecla. Cuide de seus filhos como se fossem adultos, pois, eles sentem as mesmas necessidades que um ser humano formado. Logo, falamos e escrevemos para chamar a atenção aos cuidados, porque nessa idade elas não conseguem sobreviverem por si só, logo, damos essa retaguarda a fim de que ela possam crescer e se tornarem independentes o mais rápido possível.

JARBAS VIEIRA, MEMBRO DO GRUPO ACALANTO

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O inverno e seu Bebê


Durante o inverno, alguns cuidados especiais são necessários para com o seu bebê. Isso, pois, a criança pode nesse momento estar mais exposta aos agentes externos deixando sua saúde mais comprometida, já que o sistema imunológico das crianças ainda está em construção.

A estação mais fria do ano favorece o aparecimento de doenças respiratórias devido a falta de umidade no ar. Para isso, criar uma ambiente agradável para o quarto da criança, uma toalha molhada próxima do berço pode ser útil nesse sentido. Isso ajuda a umidificar o ar ambiente, deixando a respiração do seu bebê mais tranqüila e leve, evitando o ressecamento das vias aeras superiores.

Para que o bebê não fique exposto aos ventos frios e cortantes dessa época, os pais devem mantê-lo sempre bem agasalhados. Outra recomendação importante diz respeito a hora do banho, escolha um ambiente agradável e mantenha a porta fechada para que as mudanças na temperatura não proporcionem desconforto ao bebê. Lembrem-se, como o bebê ainda está em construção de seu sistema imunológico, é importante cuidar bem dele. E por sua pele ser muito delgada, a perda de calor para o meio é muito maior que um adulto.
Outro cuidado no momento do banho é com a temperatura da água. Nos meses de inverno, a criança pode ainda apresentar pele ressecada por causa da temperatura elevada da água durante o banho, por isso tenha o controle e saiba das limitações dermatológicas do bebê, teste a temperatura da água com as costas da mão, é o comparador bem próximo da pele do seu filho.
JARBAS VIEIRA, MEMBRO DO GRUPO ACALANTO