terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O que muda na vida do casal com a chegada de um filho?


Especialista explica como um casal deve agir com a chegada de um bebê e o que fazer para preservar o relacionamento.

 
Com a chegada do bebê, o casal precisa passar por um processo de reestruturação da relação para receber um terceiro, já que até então formavam uma dupla. É preciso que esse espaço seja construído pouco a pouco para que este filho tenha seu lugar e que o pai participe deste processo para que não se sinta excluído, uma vez que a mulher fica mais voltada aos cuidados com o recém nascido.

Para que esse momento seja vivido com plenitude a psicoterapeuta Fernanda Seabra explica que esse bebê precisa ter espaço no sonho e desejo destes pais, já que quando ele chega, junto vem uma turbulência e readequação dos papéis e funções de cada par parental. “Se o casal se relacionar com amor, paciência e parceria fica mais fácil a adaptação, caso contrário, surge uma distância na relação do casal”, contou.

De acordo ainda com a especialista é preciso que ambos destinem um tempo para investir na relação e que quando estiverem juntos possam se cuidar. Ela ressalta que muitas vezes marido e mulher quando sai para descansar, costumam falar só sobre casa e filhos e que é necessário tirar um tempo de relaxamento, deixar de lado o dever e viver um pouco de prazer senão tudo fica muito na obrigação de cada um. “O casal precisa ser parceiro e paciente um com o outro afinal, ninguém nasce pai e mãe”, completou.

Para a psicoterapeuta com muito diálogo, dedicação de um tempo para o casal e colaborando mutuamente é possível viver esse momento com muita felicidade, mas em algumas situações é recomendável que o casal busque ajuda através de cursos e orientações.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Dedo X Chupeta


Frequentemente mães vem me perguntar: O que é “menos pior”, o dedo ou a chupeta (ou bico)? A história não muda. Não quero que meu filho chupe bico, mas ele está chupando o dedo! O que faço? Dou a chupeta?



Bom, o primeiro passo é observar e determinar se o bebê está mesmo chupando o dedo. Sugar a mãozinha fechada ou morder os dedos não é o mesmo que chupar o dedo. Na primeira opção ele esta apenas descobrindo suas mãos, explorando o mundo com a boca. A segunda provavelmente são os primeiros sinais dos dentes nascendo. Se não conseguir perceber a diferença peça para uma fonoaudióloga observar ou mesmo filme e tire uma foto.



 Agora... se o recém nascido estiver mesmo chupando o dedo.... é quase uma “escolha de Sofia”. Uma decisão quase impossível, que só as mães podem tomar! O que levar em consideração para essa decisão?

- Entender o porquê seu filho esta chupando o dedo. Esse é um ato de auto acalento, para se acalmar. Aprender a se acalentar e acalmar sozinho é muito importante para a criança.

- Observar a frequência desse ato. Se esquece ao se engajar em outras atividades e acontece apenas quando está nervoso, ou se é a qualquer momento do dia.

- O dedo pode ser temporário. Uma fase que seu filho vai passar por ela, como muitas outras. Mas se oferecer o bico ele pode virar uma muleta. Uma muleta não só para a criança, mas também para  a mãe e os outros familiares.

- Mais tarde, o bico é mais fácil de retirar. Já que ele some e o dedo não. Principalmente se o bico for usado com critério, indicação e sob o controle dos pais e nunca da criança.

- Observar o histórico da família. Muitos chuparam dedo? E o que acarretou no desenvolvimento oral, muscular e dos dentes deles? Alguém usou aparelho? O formato do rosto e posição do maxilar também são importantes indícios da força da genética para, somada ao bico ou dedo, interferir no desenvolvimento ósseo, muscular, dos dentes e da fala.

- Nem sempre usar o bico, elimina o chupar o dedo.

Com essas informações em mãos os pais devem tomar uma decisão. Seguindo o que acreditam ser melhor para seu bebê e sua família e não o que outros familiares e a sociedade aceita mais.

Texto Escrito por: Luísa M M Fernandes
(Fonoaudióloga – CRFa 6630 e Doula)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Com a vida nas mãos



Apesar de ainda não regulamentada, profissão de doula ganha crescente espaço no mercado. Exclusiva para mulheres, a carreira é voltada para a assistência a gestantes e maridos


Da Redação - Correio Braziliense

17/01/2011 15:05

Carlos Moura/CB/D.A Press
A psicóloga e doula Clarissa Kahn oferece, entre outras atividades, cursos a futuros pais

O momento de dar à luz uma criança é sempre motivo de preocupação para as mulheres. Quem espera um filho idealiza como será o grande o dia, se fará uma cesária ou um parto normal. Nenhuma mãe quer que esse seja apenas mais um procedimento de rotina: tem que ser um momento especial. Para tornar esse desejo possível, novas profissionais estão fazendo sucesso no mercado de trabalho. São as doulas, trabalhadoras especializadas na humanização do parto, ou seja, voltadas à garantia do bem-estar, do respeito, da calma e até da redução das dores na hora de trazer o bebê ao mundo. Com curso de formação específico para a atuação, as doulas cobram de R$ 300 a R$ 1,7 mil por cada concepção que ajudam a realizar e podem utilizar os conhecimentos na área como complementação de outras carreiras.

Normalmente, essas especialistas são médicas, enfermeiras, professoras de educação física, ioga ou pilates, nutricionistas ou de outra área de formação afim. Qualquer mulher com mais de 18 anos pode fazer o curso. “A capacitação para as doulas engloba algumas técnicas (veja quadro), como posições que podem aliviar as dores. São métodos não farmacológicos que podem tornar o momento menos traumático”, relata Daphne Rattner, professora da área de saúde coletiva da Universidade de Brasília (UnB) e coordenadora executiva da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (Rehuna).

Além disso, quem ingressa nessa carreira pode ajudar a mudar o entendimento mecanizado sobre o parto, ainda presente em livros e equipes médicas. “Alguns obstetras com muito tempo de profissão adotam a metáfora de ‘motor, objeto, trajeto’ para as etapas de um parto. O motor é o útero, o objeto é o bebê e o trajeto, o canal vaginal por onde a criança sairá. Mas, na verdade, quem está trabalhando ali, naquela hora, também é humano, não se pode pensar assim. E as doulas mudam isso desde o pré-parto até os primeiros momentos da amamentação”, analisa Daphne Rattner .

E foi ao perceber essa realidade, ainda durante o curso de graduação, que Clarissa Kahn, 30 anos, decidiu se tornar doula. Psicóloga e educadora perinatal, ela conta que resolveu colaborar na mudança daquilo que via nas maternidades. “Sempre gostei da área materno-infantil . Fiz estágio em hospitais, e a forma como mães eram assistidas no momento da concepção me incomodavam bastante. A falta de respeito e o excesso de intervenção médica nas escolhas das mulheres eram algumas das minhas principais preocupações. Então, decidi fazer o curso e me formar doula também”, conta.

Após 10 anos atendendo a grávidas, a também coordenadora do Espaço Acalanto conta que tem um preço pré-definido para realizar o atendimento, mas que as tarifas dependem do pacote que a mãe deseja fechar e das condições expostas por cada casal. Clarissa ministra cursos de cuidado com o bebê e com a amamentação, faz todos os acompanhamentos e cobra de acordo com o solicitado. Embora ela coordene a clínica, suas clientes são conquistadas por meio de indicações ou após consultas.

Reconhecimento
Atualmente, as doulas podem abrir uma clínica, atender em casa ou se filiar a profissionais que lidem diretamente com as grávidas e as indiquem. Mas, embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde reconheçam as vantagens da presença da doula na hora do parto, ainda não há um reconhecimento da profissão. Por isso, elas não podem ser contratadas em hospitais. Trabalham por meio de contratos formais ou acordos com os futuros pais. “Quem abre uma clínica exclusivamente para esse fim terá que contar com outras parceiras, pois as grávidas começam a ser atendidas no sétimo ou no oitavo mês e, a partir daí, há um acompanhamento até o pós-parto. Por isso, só é possível atender de quatro a cinco parturientes por mês. As interessadas precisam analisar quanto desejam ganhar e como vão gerir essa clínica”, aconselha Renata Beltrão, pedagoga especialista em saúde perinatal, educação e desenvolvimento do bebê e representante brasileira na Rede Latino-americana de Doulas.

Estima-se que hoje existam cerca de 1.500 mulheres atuando no setor. Ao apresentar esse dado na 3ª Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento, que aconteceu em novembro último, em Brasília, Renata Beltrão pediu e conseguiu apoio para pleitear a inclusão das profissionais no Manual de Ocupação Brasileiro. “Não é difícil. Basta que tenham mais de 200 pessoas trabalhando na área. Hoje, trabalhadoras como parteiras e manicures, por exemplo, já estão incluídas”, observa. O documento deve ser encaminhado para o Ministério do Trabalho entre abril e maio deste ano e, se aprovado, vai possibilitar que elas possam ser contratadas mediante a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e que tenham reconhecimento.

Nos Estados Unidos, as contratações em hospitais privados são comuns. Para exercer a ocupação, as doulas norte-americanas recebem uma certificação que precisa ser atualizada a cada dois anos. Segundo Renata Beltrão, a intenção é que esse nível de reconhecimento chegue ao Brasil. “Só no Doularte, onde ministro aulas, recebo 20 pessoas mensalmente querendo fazer o curso. Como a procura por esse tipo de trabalho tem aumentado, a demanda pelo aprendizado também cresceu muito. O reconhecimento será fundamental para nós”, pontua.

Além disso, a regulamentação pode diminuir a resistência que as direções de hospitais ainda têm de aceitá-las em salas de parto. Em Brasília, as maternidades já estão conscientes da importância das doulas, mas, em outras regiões, há médicos que ainda se opõem ao parto humanizado. Embora esse procedimento possa ser realizado em casa, as grávidas que desejarem ter a estrutura de um hospital com o acompanhamento de sua doula precisam ter esse direito. “Elas são o apoio da mãe. É importante lembrar que essas profissionais não fazem parto ou qualquer outro procedimento cirúrgico. O apoio fornecido por elas é apenas emocional e de indicações para melhorias físicas”, complementa Daphne Rattner.

Incentivo estatal
Em 2003, o Ministério da Saúde desenvolveu um programa de treinamento de doulas comunitárias. Dois anos depois, 370 mulheres já estavam treinadas em 13 estados brasileiros. A ocupação não era muito conhecida naquela época, mas Recife, Belo Horizonte e Fortaleza deram continuidade ao incentivo da atuação e, hoje, têm hospitais com excelência no tratamento às gestantes. Todas são voluntárias e trabalham em um regime de 12 horas de plantão por semana.


Conhecimento que uma doula aprende antes de atender as futuras mães

» Cultura do parto

» Humanização do parto baseado em evidências científicas, com base em referência das Organização Mundial de Saúde (OMS)

» Rotinas hospitalares

» Tipos de parto

» Oficina de sexualidade

» Revisão da anatomia feminina e da fisiologia do parto

» Métodos de alívio farmacológico e não farmacológico da dor

» História da doulas e evidências científicas

» Cuidados que a doula oferece (apoio emocional no trabalho de parto, técnicas de relaxamento, exercícios para o períneo, respiração e visualização, exercícios, posições e massagens que facilitam o trabalho de parto, contato pré e pós-natal, a ética do cuidado)

» Nutrição no trabalho de parto

» Lutos e perdas no parto

» Revisão do desenvolvimento fetal

» Recepção do bebê na primeira hora

» Amamentação na primeira hora

Fonte: http://noticias.admite-se.com.br/empregos/template_interna_noticias,id_noticias=43500&id_sessoes=301/template_interna_noticias.shtml

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Teste do Olhinho



O que é o Teste do Olhinho?
Teste do Olhinho, também chamado de Teste do Reflexo Vermelho, é um exame simples, indolor e gratuito, que deve ser realizado ainda na maternidade em todos os bebês para diagnosticar precocemente doenças oculares graves (entre elas a catarata e o glaucoma congênitos, retinopatia da prematuridade, tumores e infecções) que, se não forem tratadas a tempo, podem levar à cegueira.

Como é realizado o exame?
O Teste do Olhinho é feito pelo pediatra com o auxílio do oftalmoscópio (aparelho similar a uma lanterna), que produz uma fonte de luz para analisar o olho do bebê e o reflexo proveniente da retina. Se o reflexo tiver tonalidade vermelha significa que as estruturas oculares estão saudáveis. Mas se o reflexo for ausente ou tiver tons diferentes, é preciso encaminhar ao médico oftalmologista para especificar o problema e tratá-lo o quanto antes.

O exame está previsto por lei?
O exame é obrigatório nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Paraná.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Fadynha

Conheça a mulher que trabalha há 30 anos com preparação de mulheres e casais grávidos, introduziu no Brasil a shantala e foi fundadora da Associação Nacional das Doulas

Por Deborah Trevizan, primogênita, irmã de Tatiana, Claudia e Leticia
Fadynha nasceu Maria de Lourdes da Silva Teixeira e faz mágica quando o assunto é apoiar as mulheres para conseguir um parto humanizado, com um mínimo de intervenções. Mãe de Prema, nascida de  parto domiciliar, e avó de Arjuna, há 30 anos trabalha com preparação de mulheres e casais grávidos. Tudo começou com a yoga para gestantes. Ela também introduziu no Brasil a shantala e foi fundadora  da Associação Nacional das Doulas. Conversamos com ela durante a 3ª Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento, que aconteceu em Brasília, no final de 2010, durante a qual também aconteceu o 8º Encontro Nacional de Doulas, essas mulheres que servem a quem sonha com o  parto normal.

De onde veio o nome Fadynha?
Há muito tempo, eu morava com uma amiga, e a decoração do nosso apartamento seguia o estilo hippie. Os amigos diziam que era a “casa das fadinhas”, e o meu marido Hélder, que eu conheci na época, adotou o apelido. E daí, virei a Fadinha. No começo tive uma certa resistência, mas foi como fiquei conhecida. Em 1997, uma amiga numeróloga sugeriu trocar o i pelo y.

Como e quando você começou a ser doula?
Comecei com a yoga para gestantes, pesquisando e sendo minha própria cobaia, durante minha gravidez. Já trabalhava com yoga, mas passei a usá-la no trabalho com as gestantes. Depois veio o trabalho de preparação para o parto. Daí, as grávidas começaram a me procurar e pedir que eu acompanhasse o parto delas. A gente se torna amiga, cria um vínculo. Nessa época, em que comecei o trabalho de doula, que nem tinha esse nome, havia muito mais partos em casa do que agora, especialmente lá no Rio. Nos hospitais, eu também acompanhava, mas achavam que a gente era meio maluca. Mas, como não havia muita resistência em relação aos partos naturais, a gente ia fazendo as coisas, partos nos quartos, de cócoras, a gente fazia coisas assim. Quando percebiam, já tínhamos feito.
 
E como veio a denominação de doula?

Nos anos 90, aconteceu uma coisa diferente. Nos EUA, começaram a chamar a mulher que acompanha parto, de doula. Foi muito rapidinho, e o mundo inteiro começou a adotar o nome, que em grego significa “mulher que serve”. Então, a palavra foi incorporada, rapidamente. Fui pega de surpresa,  estava “doulando” (como se diz hoje) um parto, e o médico me disse: “Ah, você é doula?” Achei até que ele estava me xingando e ele me explicou que este era o nome dado ao trabalho que eu estava fazendo. Eu disse: “Então tá, sou doula, é isso mesmo”.

Como você vê a atuação das doulas no Brasil?
Antigamente, a presença da família era mais forte. Sempre tinha uma irmã, mãe, família, vizinha que passava a experiência da gestação, do parto, dos filhos para as outras mulheres da família. Hoje, as mulheres nem têm mais parto, o número alto de cesáreas sem motivo comprova isso. Como vão, então, passar essa experiência? E existem muitas pessoas morando sozinhas, longe da família. Eu acompanho muitas mulheres assim, que estão só com o marido. Mas a família também, muitas vezes, mais atrapalha do que ajuda; às vezes, até bloqueia o parto. Sobre a nossa atuação, a gente está numa fase de transição, até porque, em relação ao número de cesáreas que ainda cresce, pior do que está não fica. E, nessa transição, a doula está sendo uma personagem importante, facilitadora desse momento que a sociedade impõe à mulher. A doula vem ajudar muito. Como também sou educadora perinatal, faço esse trabalho de informação; nunca deixei de fazer as duas coisas juntas: acompanhamento e informação. Não só para a mulher, mas para o marido e familiares.

E na hora do parto, como é a relação da doula com as outras pessoas presentes naquele momento? O pai, por exemplo.
A doula não pode interferir, não pode substituir nem a parteira nem o médico. Ela não pode entrar no papel do pai; é importante que haja um espaço em que ela inclua o pai. Às vezes, o pai não sabe como se incluir nessa cena, e a doula pode ajudar nisso. Eu até falo: “pega na mão dela, dá um abraço”... Ele não sabe direito onde se situar, então eu vou sempre incluindo esse pai. Em hipótese alguma deve-se afastá-lo e muito menos substituí-lo. 

E para a criança, qual a importância da doula?
É bom lembrar que a doula só influencia no parto e nascimento, na fase antes do parto. Ela pode informar as intervenções de rotina que costumam fazer com o bebê, no hospital, desnecessárias na maioria das vezes. Na hora, a doula não pode interferir nos procedimentos. Ela até pode auxiliar a mãe, nesse momento, caso não tenha outro profissional fazendo isso. Mas competem ao pediatra as decisões e ações com o bebê. Mesmo que a doula não concorde, ela não pode interferir. Mas pode oferecer suporte para manter o contato físico entre mãe e bebê e para a amamentação. É importante lembrar que o bebê estava no útero, em um ambiente aquático, quentinho, gostoso, aconchegante e seguro e, quando ele nasce, muda tudo, o ambiente é aéreo, ele pode sentir frio. Ruídos e luzes fortes podem incomodá-lo e atrapalhar muito o contato com a mãe. Aí, a doula pode criar condições de manter o ambiente calmo, silencioso, acolhedor, sem luzes fortes e dar dicas de contato entre mãe, pai e bebê. Lembrar sempre que, quanto mais calor humano, melhor. A incubadora é própria para bebês, que estejam realmente precisando. 

E a atuação da doula no pós-parto?
É essencial. Principalmente nas orientações em relação à amamentação, que nem sempre transcorre de forma fácil. Também dou cursos de cuidados para com os bebês, mas sempre faço tudo para que os pais aprendam fazendo. Não dá para delegar, seja para a enfermei- ra do hospital, para os parentes, amigos. Esse primeiro contato é essencial. Eles têm que cuidar para aprender. Eu costumo dizer que baixa o santo de pai, baixa o santo de mãe e as coisas f luem. Como na shantala, eu não posso fazer nos bebês, tem que ser a mãe, o pai. É importante esse contato.
E a shantala? Como você introduziu no Brasil?
Introduzi a shantala no Brasil, em 1978. Desde então, venho ministrando cursos a centenas de mães, pais e profissionais da área. A shantala é uma massagem milenar do sul da Índia, passada oralmente de mãe para filha. Lá são só as mulheres que fazem a massagem nos bebês, por uma razão exclusivamente cultural. O mundo ocidental teve a oportunidade de conhecê-la, através do médico francês Frédérick Leboyer. Em uma de suas viagens à Índia, conheceu a Shantala, uma mãe indiana, que ensinou-lhe a técnica e se deixou fotografar. Leboyer fez um lindo e poético livro, que lançou em 1976, todo ilustrado, com detalhes, fazendo a sequência da shantala. Comecei a aplicar em minha própria filha, bem como nos grupos de mães com as quais trabalhava, na orientação para o parto e pósparto. Durante muito tempo fiquei só trabalhando com essa técnica, ainda desconhecida do grande público.

E quando a shantala começou a se popularizar?

Em setembro de 1979, aconteceu a primeira reportagem sobre shantala, que foi ao ar pelo programa “Fantástico”, da TV Globo. Só 8 anos depois, já em 1986, é que foi lançado o livro, em português, e notou-se assim um interesse maior por parte dos profissionais ligados à área terapêutica. Comecei, então, a dar cursos de aprofundamento para esses profissionais, formando muitos instrutores. Em 1990, introduzi o Curso de shantala na Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, dentro de sua  programação de cursos extra-curriculares. A partir daí, a difusão foi bem maior, pois alcançou um público multiplicador, diretamente interessado em aplicar a técnica em sua área específica, como é o caso dos fonoaudiólogos, fisioterapeutas, pediatras, enfermeiros, psicólogos, enfim, terapeutas de todas as áreas.

Revista Pais & Filhos

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Dicas Acalanto – Preparando o quarto do seu bebê


Todas as mães gostam de preparar com cuidado o quarto dos seus bebês que estão chegando. É um momento importante na gestação de preparação da mãe e da família para a chegada do novo membro. É cuidar e gestar esse novo bebê.


Os quartos podem ser temáticos, coloridos ou branquinhos. Dentro do orçamento de cada um. Na realidade, o que importa é o carinho, amor e tempo dedicado para a chegada do filho.

Na hora de montar o quarto, algumas dicas básicas e gerais podem ajudar a criar um ambiente prático e adequado depois da chegada do bebê.

Além do berço, é claro, dois outros móveis são muito importantes do quarto. O primeiro é um trocador, ou cômoda com espaço para trocar o bebê no topo. Ele precisa ser alto, mais ou menos um pouco acima da altura do umbigo. Assim vai facilitar nas muitas trocas de fralda e roupas. Sendo confortável e protegendo sua coluna.

O segundo móvel é uma cadeira ou cama confortável. Não precisa ser nada muito elaborado ou chique, apenas confortável para a amamentação. Isso porque pelos próximos meses serão muitas mamadas pela madrugada e você irá precisar estar confortável para enfrentar essa jornada. Durante a noite, manter o bebê dentro do seu próprio quarto é importante para ajudá-lo a estabelecer uma rotina.

Na mesma ideia de estabelecer uma rotina saudável para o bebê, é importante ter um abajur ou um interruptor que controle a intensidade da iluminação. Assim, à noite, você não precisa acender todas as luzes para a amamentação e a troca de fraldas. A pouca luz vai ensinar ao recém nascido que ainda estamos de noite, hora de dormir. Durante o dia, é legal uma cortina (leve e fácil de lavar) ou janela que permita ser fechada parcialmente. O objetivo é que ao colocar seu filho para dormir de dia, irá apenas diminuir a luz direta, permitindo ainda que a claridade do dia entre, e assim, ensiná-lo a diferença do dia para a noite.

Além dos móveis é importante não colocar muitos ursos de pelúcias, tapetes e cortinas pesados. Que podem acumular poeira. Quando menos expuser os pequenos a estímulos alergênicos, melhor. Antes de colocar no quarto, pense em como vai conseguir limpar aquele item.

Outra dica legal é, ao colocar um móbile em cima do berço, coloque-o próximo ao bebê, já que no primeiro mês eles enxergam apenas a 30 cm de distância. Quanto mais contraste de cores, mais interessantes eles serão para os pequenos, que logo vão começar a tentar alcançá-los. Tome cuidado para que a posição do móbile não atrapalhe para colocar e tirar o bebê do berço.

Depois disso é só organizar tudo do seu jeitinho. Deixando em locais de fácil alcance fraldas, mantas, pijamas e itens para a troca de fraldas (em potes fechados). Assim, você vai conseguir tornar o quartinho um espaço prático e agradável para você e para seu bebê.